Queimadas da Amazônia podem estar causando câncer na população, afirma estud

As partículas carregadas de toxinas, liberadas durante queimadas na Amazônia, se inaladas involuntariamente por longo período, podem causar estresse oxidativo das células e danos genéticos irreversíveis, resultando até mesmo em câncer de pulmão.
A descoberta é resultado de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fundação Oswaldo Cruz e Universidade Federal de Rondônia(Ufro). A pesquisa é referente a uma tese de doutorado da bióloga Nilmara de Oliveira Alves, da USP. A equipe coletou amostras de material particulado fino em Porto Velho, uma das áreas mais afetadas pelas queimadas na região amazônica.
Para entender como ocorre a contaminação, os pesquisadores expuseram em laboratório linhagem de células pulmonares às partículas, compostas por material tóxico, em concentração semelhante com as encontradas nas queimadas da Amazônia, analisadas com técnicas bioquímicas avançadas. Essas análises permitiram medir o grau de inflamação e de lesão no DNA. Foi comprovado que o dano no DNA pode ser tão grave a ponto de a célula perder o controle e começar a se reproduzir desordenadamente, evoluindo para câncer de pulmão.
Para a pesquisadora Sandra Hacon, da Escola Nacional de Saúde Pública, as conclusões do trabalho são inéditas. Segundo ela, pela primeira vez foi possível demonstrar que as partículas de queimadas da Amazônia, ao entrarem nos alvéolos pulmonares, causam danos genéticos nas células, podendo leva ao câncer de pulmão. Sandra Hacon e o pesquisador Christovam Barcellos coordenaram o projeto Clima & Saúde da sub Rede de Mudanças Climáticas do INPE/INCT Rede Clima.
O estudo foi publicado na revista Nature Scientific Reports. O projeto da Rede Clima envolve os efeitos das queimadas com alterações climáticas. Sandra informou que algumas medidas podem ser adotadas pelas autoridades ambientais e de saúde, no sentido de evitar o agravamento de doenças respiratórias na população, exposta a fumaça das queimadas.
“É uma questão de bom senso. Não faz sentido continuar esse processo de queimadas na Amazônia. A situação estava controlada, mas houve aumento acentuado nos últimos três anos. Uma alternativa é a montagem, pelas secretarias municipais de Saúde, de um sistema de vigilância das doenças respiratórias, de modo a ajudar a população das cidades onde as queimadas vem ocorrendo de forma sistemática”.
Nos meses de agosto, setembro e outubro os focos de incêndios dissipam uma nuvem de fumaça tóxica sobre a região amazônica. A população mais vulnerável é formada por crianças e idosos. De acordo com Sandra Hancon, as crianças menores de cinco anos, prejudicadas pelo impacto das partículas com componentes cancerígenos da fumaça das queimadas, desenvolvem alergias respiratórias, que comprometem o aprendizado escolar. Conforme a pesquisadora, os mais atingidos são principalmente famílias de baixa renda, que estão em áreas de risco sem alternativa de sair.
Sandra Hacon disse ainda que a divulgação do trabalho pode incentivar as autoridades a instituir na região um programa de melhoria da qualidade do ar e monitoramento dessas partículas finas provenientes das queimadas, decorrentes da ocupação desordenada para atender a interesses econômicos.
Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, indicam que em 2017 ocorreram mais de 275 mil focos de incêndio em todo o território nacional, sendo mais de 132 mil em estados amazônicos.
Fonte: UFRO

Filarmônica Municipal de Santarém oferece 100 novas vagas para 2018

A partir desta segunda-feira (22), a Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc), através da Filarmônica Municipal Professor José Agostinho abrirá um total de 100 novas vagas para os seguintes cursos: musicalização (para bebês, infantil e jovem), violino, viola, violoncello, contrabaixo, flauta transversal, fagote, saxofone, trompete, trombone, tuba e percussão.
As inscrições encerram no dia 27 de janeiro e a previsão de início do período letivo está previsto para o dia 29 de janeiro. “A equipe técnica da Academia de Música está pronta para iniciar o processo de novas vagas. Os interessados podem procurar a recepção, e no ato da matrícula será entregue o formulário de inscrição. A faixa etária é a partir dos oito meses de idade”, explicou o vice-diretor e regente oficial da Filarmônica Municipal Professor José Agostinho, Rafael Brito.
Atualmente na Instituição Filarmônica Municipal de Santarém há 120 músicos distribuídos: Filarmônica Municipal Professor José Agostinho, Banda Filarmônica Acadêmica, Orquestra Filarmônica de Santarém e Quarteto de Cordas da Filarmônica.
A Filarmônica Municipal Professor José Agostinho está localizada na Avenida Borges Leal, 1449, quase esquina com a Avenida Barão do Rio Branco, bairro Santa Clara, com expediente das 9h às 11h e 15h às 18h. Contato para mais informações: (93) 99122-9474 (horário de expediente).
Fonte: RG 15/O Impacto e Ascom/PMS

Estudos analisam políticas públicas e dinâmicas territoriais da Flona do Tapajós

Manter a floresta em pé pode sim ser lucrativo. Foi esta a conclusão de pesquisadores da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) que durante dois anos desenvolveram pesquisas em três comunidades da Floresta Nacional do Tapajós (Flona), por meio do projeto “Políticas Públicas e Dinâmicas Territoriais: O caso da Flona Tapajós, Belterra – PA”. Coordenados pelo professor Márcio Benassuly (ICS), os estudos mostraram que é possível ter outro modelo de ocupação da região pelo qual sejam respeitados o modo de vida e a cultura de quem vive na floresta.
A pesquisa resultou em cinco trabalhos de conclusão de curso e mais artigos já publicados e faz parte do grupo Políticas Públicas e Dinâmicas Territoriais na Amazônia (GPDAM), ligado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que objetiva “analisar as ações estatais voltadas para a Amazônia no que se refere à execução de políticas públicas e seus rebatimentos no território e sociedade regional”.
Os estudos foram desenvolvidos por alunos concluintes do curso de Gestão Pública. A técnica do “encauchado”, as dinâmicas territoriais e as políticas públicas desenvolvidas no âmbito de três comunidades da porção norte da Flona estão entre os temas abordados. “Esse contato nos ajudou a ter uma percepção mais humana com os problemas que existem na nossa sociedade, em nossa região, principalmente na Floresta Nacional”, afirmou Andressa Paes, 21 anos.
A artesã Raimunda Rodrigues, 58 anos, 30 deles vividos na comunidade de São Domingos (Floresta Nacional do Tapajós), desenvolve com a ajuda do marido a técnica do encauchado. “Ainda não retiro o látex da seringueira, apenas faço a coleta e depois o tratamento do leite retirado pelo meu marido, que é nascido e criado aqui na floresta”. Ela conta ainda que chegou a viajar para a cidade de São Francisco do Pará para fazer o curso. Faz peças de artesanato (colares, pulseiras, tapetes, porta-lápis, embalagens, chaveiros, porta-copos) com materiais retirados da floresta. “A folha do açaí, da árvore do cupuaçu, do cacau, do cajueiro, tudo vira matéria-prima”.
  1. Raimunda foi uma das artesãs entrevistadas pela aluna Andressa Paes para a pesquisa que resultou no TCC Uma análise da experiência de tecnologia social na Amazônia: o caso do projeto encauchados de vegetais na comunidade de São Domingos, Belterra, Pará. “É o que classificamos tecnologia social, desenvolvida na Flona, que alia o conhecimento tradicional dos povos da floresta. “Este contato me fez ter uma percepção diferenciada, seja na questão da utilização dos recursos naturais, seja como essas populações tradicionais vivem, o ritmo de vida que é bem diferente do nosso, têm o contato com a natureza. Isso amadureceu muito meu pensamento acerca da floresta”.
A técnica dos encauchados tem origem na cultura indígena da Amazônia. É uma técnica de impermeabilização de tecido com o uso do látex da árvore do caucho (Castilloa ulei) para a fabricação de produtos artesanais. A palavra “caucho” faz referência ao leite que sai da seringueira, que os antigos diziam que é a madeira que chora. “Essa técnica da borracha (encauchados) já existia muito antes da chegada dos colonizadores europeus. Então não existia nenhum processo que visasse melhorar a qualidade da borracha. Com os novos encauchados começaram a acrescentar técnicas para melhorar a qualidade da borracha para poder elaborar esses objetos, o artesanato que é feito a partir da matéria-prima da borracha”, afirma Andressa Paes.
Biojoias – “Produção sustentável de biojoias e alternativa de renda: o caso da cooperativa de mulheres da comunidade de Jamaraquá, Belterra (PA)” foi o tema do trabalho de Giuliana Gonçalves, 23 anos. Foram quatro visitas superficiais à Flona e uma imersão de quatro dias acompanhando a rotina, a produção desde a retirada do látex à produção das mantas. “Foram quatro dias que mudaram a minha vida”.
Ela explica como se desenvolveu a pesquisa. “Por se tratar de uma cooperativa formada só por mulheres, verificamos como elas conseguem associar a conservação da natureza a uma produção sustentável e ao mesmo tempo conquistar uma renda positiva sem prejuízos ao meio ambiente”. E as lições foram muitas: “Aquelas mulheres dão um belo exemplo para a família e também para nós. Elas provam que, quanto mais a floresta estiver em pé, é melhor para elas, para a retirada da matéria-prima. O trabalho artesanal atrai cada vez mais turistas que estão em busca desse tipo de experiência”, conclui Giuliana.
Ecoturismo – Foi com a ajuda do ICMBio que, em 2002, foi construída pelos comunitários a primeira pousada na Floresta Nacional do Tapajós, a pousada Nirvana do Tapajós. Depois surgiram outras. Atualmente os comunitários oferecem pacotes de atividades para os turistas, trilhas, visitas noturnas à floresta, entre outras atividades.
A estudante Aline Mota, de 22 anos, desenvolveu pesquisa na qual abordou o tema “Ecoturismo na Floresta Nacional do Tapajós: uma análise da implantação de pousadas na comunidade de Jamaraquá, em Belterra Pará”. “Antes da implantação das pousadas, os turistas se hospedavam na casa dos comunitários. Isso não era cômodo, nem para o comunitário, nem para turista, mesmo que trouxesse uma experiência diferenciada. Não havia a comodidade necessária para quem está viajando, por isso decidi analisar esse aspecto”.
A problemática do trabalho: as limitações dos proprietários de pousadas na comunidade de Jamaraquá. “Uma das principais limitações é a falta de capacitação. As atividades são realizadas pelos familiares.” A aluna destaca ainda outro problema enfrentado pelos comunitários: “A comunicação com os turistas, muitos são estrangeiros e viajam sozinhos, os comunitários não falam Inglês. E também não têm acesso a escolas de inglês porque eles não têm condições de se deslocar a Santarém para frequentar um curso dessa natureza”. “Outra limitação dos comunitários para expansão do negócio com as pousadas é a administração financeira. Eles não conseguem separar os recursos oriundos do trabalho daqueles gastos no cotidiano”, conclui Aline.
Livro – E a produção científica sobre o tema não para por aí. “Todo esse conjunto de trabalho será sistematizado para a elaboração de um livro, que pretendemos lançar com o título de Floresta Nacional do Tapajós: território, economia, gestão e manejo de recursos naturais na Amazônia”, afirmou Benassuly.
Ainda de acordo com o professor, o livro será divido em três partes, referentes às três comunidades visitadas pelos alunos-pesquisadores: São Domingos, Maguari e Jamaraquá. “Apesar de estarem localizadas na porção norte da Flona e territorialmente próximas, cada uma dessas comunidades possui uma dinâmica diferenciada. São as que estão localizadas mais próximas da cidade de Santarém”. O livro será composto por nove artigos. No total, a Flona abriga 25 comunidades que ainda aguardam por estudos.
Lição para todas as pesquisadoras: aprender o conceito de sociobiodiversidade, que busca associar a conservação da natureza à sua cultura. “Engloba tanto saberes, produtos, tradições de um determinado território. A conservação da floresta em pé, no caso das seringueiras, vai estar diretamente ligada à forma como os comunitários se relacionam com o seu meio ambiente”, concluem as alunas.
Fonte: RG 15/O Impacto e Lenne Santos/Ufopa

Rocha: “Político que não cumpre compromisso, vai ter problema”

Presidente da Câmara de Vereadores fala sobre os bastidores para eleição
Nesta semana os holofotes da política santarena foram todos direcionados para o Fórum de Santarém. Na terça-feira (16) o vereador Antônio Rocha, a priori arrolado pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) como testemunha de acusação, e posteriormente passou a ser ouvido como informante, uma vez que tem grau de parentesco com um dos indiciados da Operação Perfuga.
À nossa reportagem, Rocha disse que estava tranquilo sobre a sua oitiva, e que se orgulha de em 20 anos de carreira pública, nunca ter respondido qualquer tipo de processo.
“Eu fui convidado para vir aqui esclarecer alguma coisa que a gente tem conhecimento. Nosso trabalho na Câmara Municipal foi a partir do dia 01 de janeiro de 2017 e graças a Deus procuramos fazer da maneira como sempre fiz meus trabalhos, com respeito, seriedade. Passei 20 anos na Assembleia Legislativa do Estado do Pará e até hoje nunca respondi um processo por nada. Só fiz aquilo que a lei permitia e a aqui na Câmara Municipal, as mesmas coisas. Vou passar dois anos como presidente, e quero sair como entrei, sem responder um processo por nada. Nossos trabalhos são transparentes, eu acho que o Ministério Público veio até nos ajudar a dirigir os trabalhos, o papel dele é fiscalizar, se tivesse fiscalizando desde lá de trás, talvez não tivesse acontecido o que está acontecendo hoje, então eu agradeço a presença do Ministério Público na Câmara Municipal, sempre visitando a gente, procurando ver como nós estamos fazendo nossos trabalhos, isso é importante para nós”, disse o parlamentar.
Ao ser questionado sobre as ligações decorrentes da Operação Perfuga, Antônio Rocha disse que foram muitas, principalmente para aqueles políticos que utilizam do erário para cunho pessoal.
“Sabemos que a política mudou nesse país. Tem de fazer política com seriedade e respeito, coisa que sempre fiz, nos meus vinte e poucos anos de vida pública, a população de Santarém conhece muito bem os propósitos de Antônio Rocha. Internamente na Câmara, ajustamos algumas coisas, adequando os trabalhos a legislação, regularizar algumas coisas que estavam à mercê da presidência. Uma das mudanças foi em relação à implantação do relógio de ponto, pois é algo muito importante para a gente saber a presença, porque o presidente não tem como vigiar as pessoas, ao chegar no final do mês procuramos fazer a avaliação e o pagamento daquilo, se trabalhou recebeu, se não trabalhou, não recebe. Tivemos uma economia de recursos considerável. Nós ajustamos a folha, diminuímos as despesas, não se deu combustível para Vereador, que inclusive era uma despesa muito pesada para Câmara, então, esse dinheiro foi sobrando. Agora a gente pode fazer alguma coisa na Câmara Municipal que precisava. Não quero falar dos presidentes que passaram, mas deixaram a desejar, todo ano precisa-se fazer alguma coisa, estou mudando algumas coisas e eu ainda tenho muita coisa para fazer”, disse o Vereador.
ELEIÇÕES 2018: Antônio Rocha, presidente do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) de Santarém, também falou sobre os cenários para o processo eleitoral deste ano. Primeiramente confirmou que será candidato a Deputado Estadual. Em segundo lugar, sobre o apoio do prefeito Nélio Aguiar à campanha de Hélder Barbalho ao governo do Estado pelo MDB, uma vez que o DEM, partido do chefe do Executivo Municipal ensaia lançar o deputado Márcio Miranda também a Governador. A situação está sendo alvo de muitas especulações, mas Rocha foi incisivo ao comentá-la:
“O prefeito Nélio Aguiar tem um compromisso com o Hélder. Então, eu acredito que ele vai honrar os compromissos, porque político que não honra compromisso tem problema e eu fui testemunha desse acordo, por sinal eu ia concorrer à prefeitura de Santarém e a pedido do Hélder, para facilitar a eleição do Nélio, tive de recuar e me colocar como candidato a Vereador para que ele pudesse ter uma eleição mais fácil”, expôs o presidente da Câmara.
Com mais de 20 anos de vida pública, Antônio Rocha usa de maestria para buscar contribuir com a política, que segundo ele, tem de valorizar o povo.
“Eu gostaria que o eleitor fizesse uma avaliação. Olhasse com carinho e não deixasse de votar em prejuízo das drásticas consequências de não termos um representante do município. Nós estamos sem um deputado estadual porque deixaram de votar 40 mil eleitores, com isso eles não fizeram mal para os políticos e sim para nossa região, para o município de Santarém, porque não tem um Deputado Estadual. Estamos vendo o resultado. Os hospitais não veem dinheiro do governo do Estado porque não tem um Deputado para bater em cima da mesa e trazer recursos. Então, eu peço ao povo que elejam candidatos da região, vote naqueles que realmente têm trabalho e podem fazer alguma coisa na região”, finaliza.

Rocha: “Político que não cumpre compromisso, vai ter problema”

Presidente da Câmara de Vereadores fala sobre os bastidores para eleição
Nesta semana os holofotes da política santarena foram todos direcionados para o Fórum de Santarém. Na terça-feira (16) o vereador Antônio Rocha, a priori arrolado pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) como testemunha de acusação, e posteriormente passou a ser ouvido como informante, uma vez que tem grau de parentesco com um dos indiciados da Operação Perfuga.
À nossa reportagem, Rocha disse que estava tranquilo sobre a sua oitiva, e que se orgulha de em 20 anos de carreira pública, nunca ter respondido qualquer tipo de processo.
“Eu fui convidado para vir aqui esclarecer alguma coisa que a gente tem conhecimento. Nosso trabalho na Câmara Municipal foi a partir do dia 01 de janeiro de 2017 e graças a Deus procuramos fazer da maneira como sempre fiz meus trabalhos, com respeito, seriedade. Passei 20 anos na Assembleia Legislativa do Estado do Pará e até hoje nunca respondi um processo por nada. Só fiz aquilo que a lei permitia e a aqui na Câmara Municipal, as mesmas coisas. Vou passar dois anos como presidente, e quero sair como entrei, sem responder um processo por nada. Nossos trabalhos são transparentes, eu acho que o Ministério Público veio até nos ajudar a dirigir os trabalhos, o papel dele é fiscalizar, se tivesse fiscalizando desde lá de trás, talvez não tivesse acontecido o que está acontecendo hoje, então eu agradeço a presença do Ministério Público na Câmara Municipal, sempre visitando a gente, procurando ver como nós estamos fazendo nossos trabalhos, isso é importante para nós”, disse o parlamentar.
Ao ser questionado sobre as ligações decorrentes da Operação Perfuga, Antônio Rocha disse que foram muitas, principalmente para aqueles políticos que utilizam do erário para cunho pessoal.
“Sabemos que a política mudou nesse país. Tem de fazer política com seriedade e respeito, coisa que sempre fiz, nos meus vinte e poucos anos de vida pública, a população de Santarém conhece muito bem os propósitos de Antônio Rocha. Internamente na Câmara, ajustamos algumas coisas, adequando os trabalhos a legislação, regularizar algumas coisas que estavam à mercê da presidência. Uma das mudanças foi em relação à implantação do relógio de ponto, pois é algo muito importante para a gente saber a presença, porque o presidente não tem como vigiar as pessoas, ao chegar no final do mês procuramos fazer a avaliação e o pagamento daquilo, se trabalhou recebeu, se não trabalhou, não recebe. Tivemos uma economia de recursos considerável. Nós ajustamos a folha, diminuímos as despesas, não se deu combustível para Vereador, que inclusive era uma despesa muito pesada para Câmara, então, esse dinheiro foi sobrando. Agora a gente pode fazer alguma coisa na Câmara Municipal que precisava. Não quero falar dos presidentes que passaram, mas deixaram a desejar, todo ano precisa-se fazer alguma coisa, estou mudando algumas coisas e eu ainda tenho muita coisa para fazer”, disse o Vereador.
ELEIÇÕES 2018: Antônio Rocha, presidente do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) de Santarém, também falou sobre os cenários para o processo eleitoral deste ano. Primeiramente confirmou que será candidato a Deputado Estadual. Em segundo lugar, sobre o apoio do prefeito Nélio Aguiar à campanha de Hélder Barbalho ao governo do Estado pelo MDB, uma vez que o DEM, partido do chefe do Executivo Municipal ensaia lançar o deputado Márcio Miranda também a Governador. A situação está sendo alvo de muitas especulações, mas Rocha foi incisivo ao comentá-la:
“O prefeito Nélio Aguiar tem um compromisso com o Hélder. Então, eu acredito que ele vai honrar os compromissos, porque político que não honra compromisso tem problema e eu fui testemunha desse acordo, por sinal eu ia concorrer à prefeitura de Santarém e a pedido do Hélder, para facilitar a eleição do Nélio, tive de recuar e me colocar como candidato a Vereador para que ele pudesse ter uma eleição mais fácil”, expôs o presidente da Câmara.
Com mais de 20 anos de vida pública, Antônio Rocha usa de maestria para buscar contribuir com a política, que segundo ele, tem de valorizar o povo.
“Eu gostaria que o eleitor fizesse uma avaliação. Olhasse com carinho e não deixasse de votar em prejuízo das drásticas consequências de não termos um representante do município. Nós estamos sem um deputado estadual porque deixaram de votar 40 mil eleitores, com isso eles não fizeram mal para os políticos e sim para nossa região, para o município de Santarém, porque não tem um Deputado Estadual. Estamos vendo o resultado. Os hospitais não veem dinheiro do governo do Estado porque não tem um Deputado para bater em cima da mesa e trazer recursos. Então, eu peço ao povo que elejam candidatos da região, vote naqueles que realmente têm trabalho e podem fazer alguma coisa na região”, finaliza.
OITIVAS DA PERFUGA CONTINUAM: Terminou na terça-feira, 16, a oitiva das testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público do Estado (MPPA), no processo que apura os crimes de peculato e associação criminosa, envolvendo o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Santarém, Reginaldo Campos. O atual presidente da Câmara, vereador Antônio Rocha, foi ouvido para esclarecer procedimentos internos da casa. Desde dezembro, quando começaram as audiências, dez, das doze testemunhas arroladas foram ouvidas, e duas foram dispensadas.
Na próxima segunda-feira, 22, começa a fase de oitiva das testemunhas de defesa, num total de 113 pessoas. O juiz da 2ª Vara Criminal de Santarém, Rômulo Nogueira de Brito, pretende ouvir 20 pessoas por dia, inclusive os 28 réus, devendo terminar a instrução do processo até o final do mês de janeiro.
 Em fevereiro, o processo seguirá para o MPPA apresentar suas alegações finais e depois, os advogados de cada um dos réus também apresentarão suas alegações finais. Se o cronograma estabelecido pelo juiz for seguido, a sentença deve ser prolatada até o final de março.
PERFUGA: A Operação Perfuga, que deu origem ao processo, foi deflagrada no início do ano de 2017 e apura diversas condutas ilícitas em várias fases, envolvendo o ex-presidente da Câmara Municipal de Santarém, assessores e advogados, que teriam criado uma organização criminosa responsável por contratação de servidores fantasmas e apropriação de salários, esquemas de obtenção de leitos em hospitais em troca de votos, entre outros crimes.
Por: Edmundo Baía Júnior
Fonte: RG 15/O Impacto

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Novas regras de trânsito

A partir de abril os motoristas alcoolizados que provocarem mortes no trânsito sofrerão a pena de 05 a 08 anos de prisão, quando anteriormente era de 02 a 04. Também em abril, começará a valer a multa de R$ 44,19 para pedestre e de R$ 130,16 para ciclistas que circularem fora da área a eles destinadas. 
 Cinto de Segurança – A partir de janeiro do corrente ano, os modelos inéditos de automóveis lançados deverão trazer cinco de segurança de três pontas em todos os assentos, até mesmo no meio do banco traseiro.  
Carteira de Habilitação – Também a partir de fevereiro de 2018, a Carteira Nacional de Habilitação será emitida em todo País de forma digital.

Assédio Sexual

 Segundo a mídia, os trabalhadores em empresas públicas, privadas e serviço público em geral devem redobrar seus cuidados para evitar o que hoje está em voga na sociedade, o chamado assédio sexual. Pelos novos conceitos, qualquer ato de colegas do sexo oposto em qualquer trabalho, tais como: cumprimentar com beijinhos, elogios às roupas, oferecer carona, etc., pode ser considerado o tal assédio.

A POLÍTICA DE 2018

Ainda é uma incógnita o tabuleiro da política no Estado do Pará e também em Santarém. Na dança da busca de se eleger a um cargo político no Estado, o certo mesmo é a candidatura a Governador do atual Ministro Helder Barbalho, enquanto Jatene ainda mexe nos pauzinhos para indicar o seu candidato e, logicamente, seu substituto. Em Santarém alguns nomes já estão " quase" definidos para deputado federal e estadual, tais como Chapadinha, Valdir Mathias, Ney Santana e outros de fora que aportam aqui buscando votos para a Câmara Federal, sem se saber até agora quem será o candidato do DEM  (falam em Henderson Pinto)  a Federal, o que talvez nem o terá. Na esfera estadual são vários os pretendentes, alguns com chances claras, como é o caso de Alysson Pontes, José Maria Tapajós e Carlos Martins, e outros sonhando acordados. Seja como for, a nós eleitores, cabe fazer a escolha certa.

O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA E SEUS PODERES


O STF (Supremo Tribunal Federal) publicou um acórdão que dá mais poder ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A decisão unânime dos ministros permite ao órgão não aplicar leis que considere inconstitucionais. Na prática, o Conselho poderá, previamente, sem passar pelo Judiciário, suspender a criação de um novo auxílio a um Tribunal de Justiça, por exemplo. O caso que levou ao entendimento é de 2009, quando o Tribunal de Justiça da Paraíba pediu a contratação de cem comissionados e o CNJ suspendeu por considerar irregular a lei que deu base à proposta. A decisão do Supremo é de dezembro de 2016, mas o acórdão só foi publicado no mês passado. Procurado, o CNJ informou que não se manifesta sobre decisões da Corte. Com mais essa extensão de poderes do CNJ, o órgão colegiado vai conquistando espaços e dizendo a que veio diferente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que me parece ainda não deslanchou nas suas atividades. Já o CNJ é motivo de elogios e de freios a certos Magistrados que se achavam no direito de fazer o que bem entendessem. Parabéns!

Ufa! Que bom.

Índios venezuelanos da etnia Warao, que estão refugiados em Santarém desde setembro de 2017, foram atendidos pelo Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), com testes rápidos para detecção do HIV, Sífilis e Hepatites B e C. Nenhum dos mais de 30 índios examinados tiveram resultado positivo para HIV. Segundo a Semsa, essa é a quinta vez que os refugiados que estão abrigados no prédio de uma antiga escola no bairro Cambuquira, recebem serviços de saúde.

HOSPITAL REGIONAL


Em 2017, o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, atingiu a marca de 814.591 atendimentos prestados à população de 21 municípios do Oeste do Pará. O número expressivo engloba procedimentos cirúrgicos, internações, consultas, exames e urgência e emergência. O total é 12% superior a 2016, quando 728.754 atendimentos haviam sido realizados. Em 2017, a unidade ainda realizou 11 transplantes de rins, 12 captações de órgãos, as primeiras cirurgias bariátricas do Oeste do Pará e a primeira cirurgia cardíaca do interior do Estado.

TAPAJÓS NO LAGO GRANDE


Mostrando que não tem tempo ruim e nem crise, o vice-prefeito de Santarém, José Maria Tapajós, não descansa e sempre está nas comunidades de várzea e planalto, vistoriando obras e atendendo apelo da população. No último final de semana José Maria Tapajós esteve na região do Lago Grande, onde vistoriou obras que são feitas nos ramais de várias comunidades do Lago Grande. “São mais de 130 km de ramais, onde são realizadas manutenções, como abertura e alargamento dos mesmos. Nossa meta é atender aos anseios dos moradores”, disse José Maria Tapajós à Coluna.

DESTAQUE


O secretário municipal de Cultura, Luís Alberto Figueira, esteve em Belém na semana passada, onde reuniu com o secretário estadual de Cultura, Paulo Chaves. Dois assuntos foram dialogados com o titular da Cultura no Estado, Paulo Chaves: a primeira foi a necessidade da implantação de um teatro municipal em Santarém, que ampliará ainda mais as opções tanto aos artistas quanto ao público. Atualmente, os ambientes públicos fechados para fins artísticos são a sala cultural do Theatro Victória, cedida pelo Ministério Público Estadual (MPE) e o auditório da Casa da Cultura. A segunda pauta foi garantir uma eliminatória do Festival de Chorinho em Santarém, o qual ocorria somente em Belém, com a participação de artistas santarenos e dos municípios vizinhos. Possivelmente, o evento será no mês de abril.

CPI EM BELTERRA


Vereadores da base Macedista, Jonas Palheta líder do Governo (PSD), Auseni Monteiro (PSDB), Tinem (PT) e Helivelton Noronha (PT) protocolaram nesta semana um requerimento solicitando instauração de uma CPI, para investigação de várias denúncias relacionada à gestão de Alcione Oliveira à frente da SEMAT, que foi exonerada na semana passada. Duas situações curiosas no pedido da CPI, nunca na história um líder de um governo tinha pedido abertura e investigação contra seu próprio governo, como também nunca uma Secretária tinha sido alvo de tantas acusações. Isso ainda vai dar muita dor de cabeça.

UBS DE SANTARÉM


A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), está implantando uma nova modalidade de atendimento aos usuários do serviço público de saúde, denominado “acolhimento”, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Santarém. O sistema começou a ser implantado neste mês de janeiro em todas as UBS’s do Município. O acolhimento faz parte da Política Nacional de Humanização, criada pelo Ministério da Saúde e que atua de forma a interferir na qualificação da atenção e gestão do SUS. Sua criação se deve à necessidade de avanço e qualificação do sistema nacional de saúde, na relação e nos processos de atenção ao usuário, bem como no trabalho de gestores e trabalhadores da área da saúde. Com a implantação do sistema de acolhimento nas unidades, muda-se o modelo tradicional de atendimento, facilitando o acesso dos usuários ao sistema de saúde.