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Após ser a origem de muitas adolescentes capturadas pelo tráfico humano internacional e escravizadas em casas de prostituição na Europa, agora o Amazonas é o destino do mesmo tráfico mundial de humanos. E quem estaria praticando a “escravidão” não seria nenhum bordel, mas sim a maior madeireira do Amazonas – a Cifec. Segundo uma denúncia formalizada às superintendências Regional do Trabalho e Polícia Federal, trabalhadores importados da China são mantidos em cárcere privado, obrigados à prática do jogo de azar, no qual seriam extorquidos e submetidos ao esquema de pagamento por seus custos ao melhor estilo dos “aviamentos” dos seringais amazônicos e que deixavam os seringueiros sempre devendo. Alguns trabalhadores também são espancados, conforme denúncia nos dois órgãos, e humilhados todos os dias. Nos raros dias de folga, os trabalhadores chineses não podem deixar as instalações da madeireira. E pequenas infrações são convertidas em multas em dinheiro e descontadas do valor do salário anual dos trabalhadores. É uma denúncia tão alarmante que, confirmada no dia de hoje, poderá abalar seriamente as relações diplomáticas da do Brasil com a China, país que mantém outros projetos industriais no Amazonas além da Cifec.
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