segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Estado de Defesa, já! ( leia)

Artigo de : Durval de Andrade Nery
“O militar não pode nunca ser instrumento servil e complacente, responsável por obediência passiva, inconsciente, que avilta seu caráter, destrói seu incentivo e degrada sua moral. Quem se omite, indiretamente se associa.” (Benjamim Constant)

As Forças Armadas, que têm compromisso com a Nação, com a sua defesa e integridade, paz e ordem internas, muito mais do que com governos, principalmente aqueles descolados dos reais interesses nacionais, têm aceitado o inaceitável, em nome da coesão nacional.
Queira Deus que não venhamos a pagar, num futuro próximo, preço impagável pela falta de visão da atual realidade e de coragem para enfrentá-la!
A desmoralização do País, a falta de ética, a violência e a corrupção, passaram a ser aceitas como coisa normal.
Não há mais dúvidas que o governo é o principal responsável por esses crimes e principalmente pelo desmantelamento e o enfraquecimento das instituições democráticas, por suas ações e omissões.
Não há porque usar meias palavras.  Já não há como esconder que a crise está nas ruas.
Os interesses do povo não podem ser suplantados pela cobiça de alguns privilegiados, nem pela fraqueza de um congresso corrompido e acuado.
Se não chegamos ao fundo do poço estamos perto.  Ou reagimos agora ou teremos dificuldades maiores quando mais enfraquecidas estiverem as instituições democráticas.  Não podemos nos omitir enquanto brasileiros incompetentes, desonestos e entreguistas, promovem a nossa desunião, a desnacionalização da nossa cidadania e do patrimônio brasileiro.
Nosso País é um dos mais violentos e corruptos do mundo.  Os militares jamais serão instrumentos de lideranças políticas improvisadas, incompetentes e fracassadas.
Os militares não podem deixar que a Nação seja destruída.  Alguns companheiros se mostram preocupados com as ameaças à soberania e à auto-estima, não só da nossa classe, como de todos os brasileiros.
Os fatos mostram que o momento é este. É preciso assumir o quanto antes esta bandeira antes que outros a empunhem.

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