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Trinta e seis siderúrgicas, 39 pessoas detidas, R$ 84,2 milhões de multas e 19 mil hectares derrubados no Cerrado e na Caatinga. Os números são o resultado de uma investigação que veio à tona esta semana, numa operação sobre carvão ilegal na Bahia e em Minas Gerais que envolveu o Ministério Público dos dois estados, o Ibama e as Polícias Civil, Rodoviária e Federal.Tudo fazia parte de um esquema irregular de produção de ferro-gusa, que começava com a extração da madeira para carvão e a venda dela para as siderúrgicas. Apesar de ter sido atacado nessas regiões, o problema não é novo, não se restringe a esses biomas e está muito longe de ser resolvido. Na Amazônia, a derrubada da floresta para produção de carvão com o mesmo fim continua sem freios. Enquanto os números do desmatamento reduziram nos últimos anos, as taxas de degradação para extração de madeira continuam a todo vapor.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Ponta de iceberg
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