A presidente Dilma Rousseff assinou nesta segunda-feira o ato de
indicação de Rosa Maria Weber Candiota, ministra do Tribunal Superior do
Trabalho (TST), para ocupar a vaga de ministra do Supremo Tribunal
Federal (STF). O documento será encaminhado ao Senado, que precisa
aprovar a indicação. Rosa deverá ocupar o lugar de Ellen Gracie, que se
aposentou em agosto deste ano.
A escolha de Dilma Rousseff ocorreu dois dias antes do Supremo Tribunal
Federal (STF) decidir sobre a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa.
Como o julgamento está previsto para esta quarta-feira, a 11ª cadeira
da Corte deve continuar vazia na ocasião. Rosa foi inspetora do Ministério do Trabalho, mediante concurso público, de 1975 a 1976. Ingressou na magistratura trabalhista em 1976, como juíza substituta do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (Rio Grande do Sul). Foi promovida em agosto de 1991 ao cargo de juíza do TRT da 4ª Região. Ela também foi corregedora e presidente do mesmo tribunal.
Foi ainda professora da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS), no curso de graduação em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1989 e 1990. Em 21 de fevereiro de 2006 tomou posse no cargo de ministra do TST.
Rosa Weber acabou sendo escolhida em detrimento de Maria Elizabeth
Rocha, ex-assessora de José Dirceu na Casa Civil do primeiro governo de
Lula, de 2003 a 2007, quando foi nomeada ministra do Superior Tribunal
Militar.
Mesmo sem ser constitucionalista, a indicação de Rosa Weber foi bem recebida pelo meio jurídico.
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse
hoje (7) que a escolha da ministra Rosa Maria Weber para o Tribunal
será um importante passo para fortalecer a Justiça do Trabalho. O
ministro é o único integrante do STF que também veio dessa área. Ele
começou a carreira como procurador do Trabalho e chegou ao Supremo em
1990, vindo do Tribunal Superior do Trabalho (TST), mesma corte de
origem da nova ministra.
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