A manipulação midiática que (des) constrói a política paraense
No Pará a resposta é sim.
Aqui os dois maiores grupos da comunicação têm
candidatos escolhidos. O primeiro grupo, a ORM, com TV, rádio e jornal
já escolheu defender Jatene e atacar o pré-candidato do PMDB, Helder
Barbalho por se tratar não de um inimigo político apenas, mas de um
inimigo comercial.
O segundo grupo, da família Barbalho, também com
rádio, TV e o jornal Diário do Pará, claro, apoia os de casa e não
poderia ser diferente.
Enquanto isso a população fica a mercê de informações
um tanto quanto deturpadas, mal explicadas e com informações que depõem
contra a ética jornalística. Tanto os órgãos dos Barbalho quanto os dos
Maiorana, nesse período que antecede as campanhas políticas, não se
preocupam com a informação. Esquecem-se da regra básica do jornalismo, a
de ouvir o outro lado. O objetivo é derrubar, massacrar, desestabilizar
e desacreditar o adversário e deixá-lo totalmente sem honra. Falando em
honra, repito aqui o jornalista Lúcio Flávio Pinto, quando tratou dos
dois grandes jornais do Pará em uma de suas colunas, afirmando que
“honra, porém, é mercadoria que não está em causa na imprensa grande do
Pará”.
Caberá ao eleitor, que se informa através dos meios
de comunicação dos dois grupos, discernir entre o que é bom e o que é
ruim. Qualquer que seja a decisão do eleitor, entre Jatene e Barbalho,
fará muito mal ao jornalismo paraense. Se vencerem, os Barbalhos
decretarão a falência financeira e massacrarão de vez o prestígio
político dos Maiorana, que depende exclusivamente do governo para
sobreviver. Se a população decidir por Jatene nas urnas, estará dando
uma sobrevida a essa peleja que certamente ainda promete muitos rounds.