Vereadora: “Fui vítima de preconceito”

segunda-feira, outubro 17, 2016 0 Comments

Ana Elvira disse que permanecerá na defesa dos injustiçados



Ana Elvira disse que permanecerá na defesa dos injustiçados da sociedade
Ana Elvira disse que permanecerá na defesa dos injustiçados da sociedade
 “Eu passei por preconceitos, me falaram logo no início dos meus trabalhos na Câmara, que eu não sabia defender os problemas do povo porque eu sou mulher, e tinha nascido em berço de ouro”, assim declarou à nossa reportagem a vereadora Ana Elvira Alho, sobre momentos que vivenciou como parlamentar.
“Isso daí foi uma palavra que me chateou muito, porque eu sou filha de uma família que lutou muito pelo bem estar do povo de Santarém. Desta forma, a minha ideologia política, o meu estudo, minha especialização foi toda feita sobre os direitos humanos, e quem tem os seus direitos humanos extorquidos, geralmente é classe baixa. Então, meu trabalho aqui na Câmara de Vereadores, foi todo direcionado para as pessoas que mais necessitam. Para as pessoas que não têm vez, para as pessoas que não têm voz, para as pessoas que são injustiçadas na sociedade. Eu dediquei oito anos da minha vida, à frente da Secretaria de Assistência Social defendendo essa parcela da população, e trouxe políticas públicas importantíssimas para esse povo. Portanto, ser vítima de preconceito aqui na Câmara, só me engrandeceu, como mulher, como pessoa, como ser humano. Eu saio desta Casa como uma outra pessoa, uma pessoa mais equilibrada. Aqui eu aprendi muito coisa, e continuo minha carreira de advogada, e jamais vou infligir algum preconceito contra quem quer que seja, nem mesmo contra aqueles que cometeram contra mim”, completou a parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT), que apesar dos votos expressivos, não conseguiu se reeleger.
Ana Elvira avaliou as eleições municipais de 2016, como sendo um processo difícil, devido principalmente à instabilidade política vivenciada nos últimos anos, onde, segundo ela, o PT sofreu criminalização.
“Foi um pleito muito rápido, dificílimo. Quando entrei, sabíamos das dificuldades que o nosso partido enfrentava no que diz respeito ao coeficiente, as coligações que foram feitas com o PT, mas mesmo assim coloquei meu nome à disposição, porque eu acredito que a política se bem exercida, tem o poder de transformar a vida das pessoas. Infelizmente não deu certo, apesar de eu ter sido muito bem votada, apesar do meu trabalho ter sido reconhecido pela sociedade santarena, e a minha atuação aqui no parlamento. Eu sempre fui uma Vereadora de oposição desde o início, saio de cabeça erguida e com a certeza de que eu cumpri o meu papel, mas preocupada pela pouca representatividade da mulher no parlamento”, avaliou Ana.
Outro tema abordado em entrevista à reportagem do Jornal O Impacto, refere-se à diminuição de parlamentares mulheres na próxima legislatura. “Tendo em vista que, a maioria dos eleitores é do sexo feminino, e mesmo assim escolheram apenas uma mulher para nos representar – a professora Maria José-, e isso daí vai trazer prejuízo a nós mulheres, visto que, nesta legislatura, nós com três mulheres, sentíamos muitas dificuldades no que diz respeito a trazer políticas públicas importantíssimas para o dia a dia da mulher. Imagina com apenas uma mulher lutando aqui dentro desta Casa. Então, isso me deixa muito preocupada”, explicou Ana Elvira.
O FUTURO: Antes de concluir sua entrevista, Ana Elvira fez questão de agradecer à população santarena, da qual ela teve a honra de defender nestes quase quatros anos de mandato. Falou ainda de seu futuro político, e da sua visão em relação ao pífio desempenho da candidatura da professora Socorro Pena ao Executivo Municipal.
“A luta continua, saio de cabeça erguida, volto para minha profissão, aliás, de onde nós nunca saímos, sou advogada e vou continuar trabalhando. Vou fazer uma avaliação para me posicionar para os próximos quatro anos, vou avaliar com a cabeça fria, e depois vou decidir sobre o meu futuro político”, discorreu.
Já no que se refere ao desempenho do PT nas eleições, acrescenta. “Em primeiro lugar, a crise que o País está passando, a crise política, nosso partido foi muito criminalizado de maneira injusta ao meu ver. Isso com certeza, repercutiu na nossa candidata, mas nós já esperávamos, porém, queríamos muito que o partido viesse, mostrasse a sua cara, que o partido fizesse uma medição da real situação, para que nós daqui para frente, passemos a construir  e a reconstruir nosso partido para as próximas eleições, com certeza sempre teremos um representante para participar de outros pleitos que estão por vir”.
O TABU: Nossa equipe também questionou a parlamentar, o fato de nunca o PT ter um Vereador que tenha ganhado a reeleição em Santarém. “Eu não encontro uma explicação para isso, eu acho que é coincidência mesmo. Não encontro uma justificativa plausível para esse tabu. Eu vejo isso apenas como uma mera coincidência, porque o nosso projeto de oito anos da prefeita Maria do Carmo, até hoje é muito aplaudido pela sociedade santarena. Eu vi isso nesta eleição, por onde eu passava, todo mundo falava muito bem do projeto do Partido dos Trabalhadores, da prefeita Maria do Carmo. Muitos pedindo a volta da prefeita Maria do Carmo. Desta forma, eu entendo que o serviço que o PT prestou à comunidade, principalmente, à classe menos favorecida, o subúrbio, as comunidades, ele jamais será esquecido”, afirmou Ana Elvira alho.
Por: Edmundo Baía Júnior

José colares

Some say he’s half man half fish, others say he’s more of a seventy/thirty split. Either way he’s a fishy bastard.