Perigo – Lixo e mato proliferam nos cemitérios de Santarém

sexta-feira, março 03, 2017 0 Comments

Porém, em Santarém, oeste do Pará, os cemitérios de Nossa Senhora dos Mártires e São João Batista, estão praticamente largados ao descaso. Um verdadeiro matagal e um lixão a céu aberto tomaram conta dos logradouros públicos, localizados na área central da cidade.
Para a dona de casa Joselina Santos, o fato é muito preocupante. “Eu passo todos os dias aqui próximo, para levar meu filho para escola, e percebo que não está sendo cuidado. Daqui da Avenida Barão do Rio Branco, a gente consegue visualizar o mato, que em algumas regiões já está maior do que o próprio muro dos cemitérios”, informou.
Ao entrar nos cemitérios é fácil observar o tamanho do descaso, principalmente se levarmos em consideração o período que vivenciamos de alerta para a transmissão de várias doenças pelo mosquito aedes aegypti, como: dengue, zika e febre chikungunya, e agora a febre amarela, pois todos estão tomados por focos da dengue. Os locais de reprodução são os objetos de ornamentação, como vasos e jarros que acumulam água da chuva. Até mesmo as tampas dos túmulos estão servindo de criadouros.
Diante da preocupante situação os moradores que residem próximo aos cemitérios, denunciam que a falta de manutenção e limpeza do logradouro público, representa um grande perigo à saúde da população, pois, até mesmo uma simples homenagem aos entes queridos, como a disponibilização de vasos com plantas, com as chuvas frequentes deste período, pode transformar o gesto de carinho, em criadouro para o mosquito aedes aegypti.
Conforme solicitação dos moradores e populares fica a demanda para a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) e Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), para que possam de forma urgente realizar um trabalho nos cemitérios, e assim evitar que a população sofra as consequências negativas advindas do descaso do poder público.
Outra solicitação, é que da administração do cemitério faça um trabalho educativo, em relação, especialmente à disposição de objetos, como vasos e buquês de flores.
MONITORAMENTO: As ações de combate à dengue competem aos municípios, que devem cumprir metas. Entre os procedimentos essenciais estão vistorias domiciliares por agentes de controle de endemias. Paralelamente, a Sespa faz o monitoramento dos 144 municípios, que receberam o incentivo do Ministério da Saúde para vigilância, prevenção e controle da dengue, e orienta as prefeituras sobre o uso correto de inseticidas (larvicidas e adulticidas).
A Secretaria de Saúde também promove visitas técnicas aos municípios para assessoramento das ações do programa de combate à dengue, além de apoiar a capacitação para o atendimento de casos de febre chikungunya e zika.
Quando há necessidade, a Sespa faz o controle vetorial, como bloqueio de transmissão viral nas localidades, e articula ações com órgãos municipais de saneamento e limpeza urbana, tendo em vista a melhoria da coleta e destinação adequada de resíduos sólidos. Também são realizadas ações educativas e de mobilização, para incentivar a participação da população no controle da dengue.
SINTOMAS: Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, e provocam sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Mas as doenças têm gravidades diferentes. A dengue é a mais perigosa, devido aos quatro sorotipos diferentes do vírus, causando febre repentina, dores musculares, falta de ar e indisposição. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.
A chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores podem permanecer por meses, e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras. Já a zika apresenta sintomas que se limitam a, no máximo, sete dias.

Mesmo com o período de estiagem na região, quando há menor volume de chuvas, a população deve continuar combatendo possíveis criadouros do mosquito. Se houver dificuldade, as pessoas devem acionar os programas municipais de controle da dengue mantidos pelas prefeituras. As equipes de profissionais capacitados visitam as casas para inspecionar possíveis locais que sirvam de criadouro para o mosquito, com o objetivo de eliminar os focos e orientar os moradores quanto à prevenção e controle do Aedes aegypti.

José colares

Some say he’s half man half fish, others say he’s more of a seventy/thirty split. Either way he’s a fishy bastard.