
A valorização acentuada reflete um cenário de crescente aversão ao risco, com investidores ao redor do mundo buscando proteger seu patrimônio contra a instabilidade geopolítica e as oscilações das grandes bolsas. O metal acumula valorização de 64% em 2025, o maior ganho anual desde 1979.
Analistas apontam que, em tempos de crise, o metal torna-se a reserva de valor preferida para governos e bancos centrais. Para o investidor comum, entender essa cotação exige conhecer a unidade de medida padrão do setor: a onça-troy.
A onça-troy é uma unidade de medida histórica que equivale a exatamente 31,1034768 gramas. Adotada globalmente para metais preciosos, ela serve de base para o cálculo de valor nas bolsas de Londres e Nova York.
Com o ouro no patamar atual, cada grama do metal passa a valer aproximadamente US$ 163,97 — cerca de R$ 820,00, dependendo da variação cambial.
Impactos regionais
No cenário nacional, a alta histórica tem reflexos ambíguos. Enquanto beneficia investidores, o recorde encarece o setor de joalheria e a indústria eletrônica, que utiliza o metal como insumo.
No Pará, um dos maiores produtores minerais do país, a valorização extrema do ouro deve acender um alerta para as autoridades. O aumento do preço global tende a pressionar as zonas produtoras, exigindo uma fiscalização ainda mais rigorosa para impedir que o recorde econômico acabe estimulando o avanço do garimpo ilegal em áreas de preservação ambiental.
O Impacto
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