sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Ministro do Meio Ambiente anuncia reforço no combate a queimadas no oeste do Pará e investigação de ações criminosas

Queimadas no Oeste do Pará estão dobradar da PF por suapeita de ações criminosas - foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil 

Queimadas no Oeste do Pará estão dobradar da PF por suapeita de ações criminosas - foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O governo federal vai reforçar o combate às queimadas no Oeste Pará com o envio de 12 aeronaves do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e 33 veículos.

Os equipamentos começam a chegar ao estado nesta sexta-feira (23), conforme anunciou o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, durante entrevista coletiva virtual à imprensa paraense, nesta quinta-feira (22).

Santarém e Uruará estão entre os municípios que preocupam as autoridades diante do avanço das queimadas durante a estiagem. Parte das aeronaves será usada no lançamento de água sobre as áreas atingidas, enquanto helicópteros ajudarão no transporte de brigadistas e no monitoramento dos focos de fogo.

O governo federal prevê o emprego da Força Nacional para reforçar as operações em áreas onde brigadistas enfrentam dificuldades para atuar.

Atualmente, 287 brigadistas estão mobilizados na região, incluindo equipes deslocadas do Rio de Janeiro. A operação conta ainda com bombeiros militares e brigadas estaduais.

“Estamos focando para o Pará e, particularmente, para essa região, o maior efetivo possível do governo federal, em apoio e em parceria com o governo do estado”, declarou Capobianco.

Com a chegada dos novos equipamentos e o reforço das equipes, a expectativa é ampliar a capacidade de resposta e conter o avanço das queimadas nas áreas mais críticas da Amazônia paraense.

Incêndios avançam em outubro

Segundo Capobianco, o cenário mudou em outubro, quando houve uma aceleração incomum dos incêndios na Amazônia, apesar dos registros terem ficado abaixo dos níveis de anos anteriores durante parte da estiagem.

Órgãos do governo federal investigam se há correlação do aumento do número de queimadas em outubro com as eleições. 

“Em outubro, de fato, nós tivemos uma aceleração extremamente atípica e intensa”, afirmou o ministro.

Entre os dados apresentados, Uruará registra 1.109 focos de calor e 1.806 hectares de área queimada. Santarém também está entre as áreas que exigem atenção das equipes de combate.

A estiagem prolongada, a vegetação seca e a falta de chuva favorecem a propagação das chamas. O governo também investiga a suspeita de incêndios provocados intencionalmente.

Investigação e reforço das equipes

A Polícia Federal coordena as investigações sobre possíveis ações criminosas, em parceria com as polícias civis dos estados e o setor de inteligência do ICMBio. No Amazonas, segundo o ministro, 14 pessoas já foram presas sob suspeita de provocar incêndios.

Capobianco afirmou que o
fogo tem sido utilizado como
instrumento para avançar
sobre áreas de vegetação, em
uma prática que, segundo ele,
vem substituindo métodos
de desmatamento que
utilizavam motosserras.

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