quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
MPF vai mediar conflito em Juruti
O Ministério Público Federal (MPF) mediará as negociações entre a empresa Alcoa e as comunidades de Juruti Velho, Socó e Curumucuri no município de Juruti, no Oeste do Pará. Ontem, a advogada da Associação das Comunidades da Região do Juruti Velho (Acorjuv), Ana Rita Gomes, e moradores da cidade foram perdir apoio aos procuradores federais para que a mineradora cumpra os acordos. Uma das principais reivindicações é a indenização das populações afetadas pelas pesquisas minerais e pelos impactos sócio-ambientais oriundos da instalação da mina de bauxita na região. Desde o último dia 28, cerca de 1.500 moradores da cidade estão bloqueando a Estrada do Jabuti, via de acesso às instalações da empresa, na Base Capiranga, a 27 quilômetros da sede do município. De acordo com a Alcoa, o bloqueio era desnecessário porque as revindicações feitas pelo movimento já vinham sendo negociadas com a comunidade local.
Ana Rita entregou ao procurador da República Ubiratan Cazetta uma lista com as reivindicações das comunidades afetadas pela Alcoa, denunciando irregularidades e cobrando ações do poder público estadual e federal. No documento, consta que, principalmente, vinte e sete comunidades tradicionais remanescente dos índios Munduruku tiveram suas vidas diretamente afetadas pela exploração mineral desde 2001. 'Aprovaram um projeto que está destruindo as matas, privando a locomoção dos trabalhadores e trabalhadoras de poderem produzir seu sustento', diz um dos trechos da nota pública entregue à imprensa e ao MPF.
Entre as reclamações constam dano ambientais provocados pela instalação do projeto na cidade, incluindo a poluição do lago Jará, que abastece 80% da população do município. Antonino Costa Martins, morador de Juruti que esteve no Ministério Público Federal, conta que a abertura de uma fossa a céu aberto em dos acampamentos de trabalhadores provocou a contaminação, como já foi denunciado em uma das audiências públicas feitas em 2005.
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