terça-feira, 14 de setembro de 2010

Aos santarenos no exílio

ETERNA SERENATA

Por: José Wilson Malheiros

Te trago em meus horizontes,
como se fosses eterna serenata,
uma noite de estrelas
enfeitando as minhas saudades.
Sonharei as tuas magias
e os meus sonhos contarão
as tuas manhãs douradas,
que foram minhas, também,
naqueles verdes anos
banhados de azul e moreno
por essas duas sinfonias de águas
que desfilam em tua frente.
Doce Terra santarena!
Arranha-céus me esmagam
e me matam de melancolia!
Rostos estranhos, paisagens opacas
como não são as de minha casa.
Até hoje ainda procuro
aqueles perfumes, aquelas brisas,
a magia das pequenas coisas
que para mim tanto significam
e que ficaram no passado...
 Ó terra santarena,
voltarei para ti,
para os teus braços de mãe?
Só Deus sabe,
ó doce terrinha...
Santarém! Santarém!

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