sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Vergonha de ser honesto

Em 1914, Rui Barbosa em discusso no plenário da Câmara Federal  já lamentava o descalabro nacional: “Tenho vergonha de mim, pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer. Sinto vergonha de mim por compactuar com a honestidade, com a verdade, e por ver este povo antes chamado de varonil, enveredar pelo caminho da desonra. De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver agigantarem- se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra e ter vergonha de ser honesto!”.

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