terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Leão começa bonito: 3 a 0


No baenão lotado, azulinos jogam bem e aplicam goleada no são Raimundo na estreia no parazão 2011
O Remo poderia ter devolvido ontem a goleada de 5 a 1 sofrida para o São Raimundo na estreia do Parazão de 2009. Mas a torcida provou que esse capítulo da história azulina ficou para trás. Diante de um público de 11.196 pessoas presentes, o Leão não deu chance para o Pantera no Baenão, aplicando 3 a 0 que poderiam ser 5, com direito a baile de Marlon, autor do primeiro gol, e Thiago Marabá, que azucrinaram a defesa alvinegra. O resultado coloca o Remo na vice-liderança do Parazão, atrás do Independente no saldo de gols, e dono da melhor defesa da competição. O São Raimundo, por sua vez, é o vice-lanterna. O Remo volta a campo no domingo, quando vaio ao Parque do Bacurau visitar o Cametá às 16 horas. O Pantera tenta a reabilitação na quinta-feira, em Marabá, diante do anfitrião Águia.
A torcida remista deu ontem mais uma demonstração de confiança ao time. Antes do jogo começar, milhares de azulinos foram lotando as arquibancadas de ambos os lados do Baenão. No gramado, três torcedores, cada um representando uma torcida organizada diferente, carregavam uma faixa com os dizeres: "Recomeçar é acreditar. Nós acreditamos. Somos remistas, somos guerreiros". A assinatura era atribuída apenas às "Torcidas". E em campo o time mostrou que merece o crédito. O técnico Paulo Comelli já havia destacado a superação e determinação da equipe. E esses dois ingredientes ficaram patentes quando começou o jogo. Sem dar espaços para o São Raimundo, com uma marcação adiantada e um volume de jogo impressionante para uma estreia na competição, o Leão coagiu o Pantera a ficar em seu campo.
Antes do início do jogo, o juiz Joelson dos Santos pediu um minuto de silêncio em homenagem à jornalista Karime Darwich Barra, editora do Amazônia falecida no último sábado, 22. Quando a bola rolou, o Leão mostrou a que veio desde o primeiro minuto, imprimindo um ritmo forte ao jogo e dominando as ações. Marlon logo mostrou que anda afiado, tentando acertar o ângulo de Labilá. A marcação adiantada remista dificultava o toque de bola do Pantera, que apelava para faltas e cera tentando diminuir o ritmo.
Quando o adversário errava passes, o Remo aproveitava para puxar contra-ataques pegando a defesa desarrumada. Em um deles o volante Luís André disparou e deixou três adversários para trás antes de chutar a gol. No lance seguinte, Thiago Marabá, que driblava a esmo pela direita ou pela esquerda, tocou para Thiaguinho. O meia fintou e enganou a zaga, invadiu a área e mandou por cima do ogl. Em mais uma jogada da dupla, Marabá deu uma caneta em Evair e rolou para Thiaguinho isolar, da marca do pênalti.
O gol tinha que sair de uma jogada de Thiago Marabá, melhor remista em campo. O jogador recebeu pela direita e cruzou para Elsinho, livre na área. O lateral teve dificuldade para concluir e devolveu para Marabá. O atacante então levou para o pé esquerdo e cruzou para o outro lateral, Marlon, que, no segundo pau, venceu a marcação de Thiago Carvalho para abrir o placar em uma linda cabeçada. Logo após o gol, o São Raimundo tentou assustar com o centroavante Cezar Augusto, que cabeceou por cima.
Na segunda etapa, o São Raimundo voltou com uma aletração no time que o fez abandonar o esquema 3-5-2. O Remo não precisou mudar o time. Muito menos a maneira de jogar. O Remo continuou criando jogadas e sufocando o São Raimundo, que passou mais uma etapa sem conseguir criar. O gol azulino, porém, demorou a sair: apesar de criar muito, o Leão mostrou de novo falhas na pontaria. Jayme teve uma grande chance em cruzamento rasteiro de Marlon, mas furou. Thiaguinho deixou Paulo Sérgio de cara para o gol, com uma bola levantada sutilmente, mas o zagueiro errou a cabeçada.
No Remo, porém, as laterais são o novo ataque. Marlon dividiu com a zaga do São Raimundo e levou ao fundo. No lateral cruzou e a bola passou por toda a área, chegando a Elsinho, que fez um gol parecido com o que Jayme perdeu. Na comemoração o jogador foi em direção às arquibancadas da Almirante Barroso e viu a torcida azulina fazer uma "avalanche" em direção ao alambrado para comemorar.
Àquela altura, o Baenão já era só festa. A torcida aplaudia o empenho e a entrega do time, que de fato não deixou de lutar por uma bola sequer. Mas ainda havia tempo para mais: San desviou um cruzamento venenoso de Marlon e marcou o terceiro do Leão. Ao fim do jogo, o time deu as mãos e agradeceu à torcida, indo às duas arquibancadas cumprimentar os remistas.

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