quinta-feira, 9 de junho de 2011

Novo Código pode anistiar desmatadores de 25 milhões de hectares

Em meio ao polêmico de­bate do novo Código Flo­re­stal no Con­gresso, o In­sti­tuto de Pesquisa Econômica Apli­cada (Ipea) di­vulgou nesta quarta-feira (7) um es­tudo téc­nico que aponta que o país poderá anis­tiar uma área de 29 mil­hões de hectares de veg­e­tação na­tiva, se o Leg­isla­tivo aprovar o pro­jeto de lei do novo código, de au­toria dep­utado Aldo Re­belo (PCdoB-SP). A pro­posta, que está em dis­cussão no Se­nado, anistia multas por des­mata­mento ilegal e dis­pensa pro­pri­etários de terra de re­flo­restar áreas degradadas.
De acordo com o es­tudo, so­mente com a dis­pensa da re­com­posição de reserva legal para pe­quenas pro­priedades (com até quatro mó­dulos fis­cais), o país perderá 18 mil­hões de hectares de áreas de preser­vação na Amazônia. Se­gundo o es­tudo, se for con­sid­erada essa isenção para quatro mó­dulos em todas as pro­priedades, como ar­ticula a ban­cada ru­ral­ista no Con­gresso, o pas­sivo am­bi­ental no país seria de 48 mil­hões de hectares.
"A al­ter­ação pro­posta no PL 1876/99 para as áreas de reserva legal im­pactarão sig­ni­fica­ti­va­mente sobre a área com veg­e­tação nat­ural ex­is­tente nos biomas brasileiros e sobre os com­pro­missos as­sum­idos pelo Brasil para re­dução de emissão de car­bono", diz o es­tudo. "Isso indica que al­ter­na­tivas devem ser bus­cadas para vi­a­bi­lizar a efe­tiva apli­cação das leis am­bi­en­tais, visando con­ciliar o de­sen­volvi­mento econômico e a con­ser­vação am­bi­ental no Brasil", afirma.
Pelo es­tudo, o Ipea con­clui que a pro­posta do novo código em trami­tação no Con­gresso "pune o pro­pri­etário rural que está cumprindo a leg­is­lação atual". A partir da análise do pro­jeto de Aldo, o Ipea con­clui que entre duas pro­priedades de terra com a mesma área, o ter­reno des­matado será mais val­orizado do ponto de vista de in­ves­ti­mentos. (Con­gresso em Foco)

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