quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sem foro privilegiado, Palocci é exposto à 1ª instância

Antonio Palocci
An­tonio Palocci, sem foro priv­i­le­giado, agora pode ser fusti­gado por qual­quer pro­motor de Justiça ou procu­rador da República no âm­bito crim­inal da primeira in­stância do Ju­di­ciário. Na avali­ação de juristas e mag­istrados, ao deixar a cadeira de min­istro da Casa Civil ele trocou hipotética se­gu­rança que des­fru­tava per­ante o Supremo Tri­bunal Fed­eral - corte que detém com­petência para pro­cessar min­istros e par­la­mentares - por uma si­tu­ação de vul­ner­a­bil­i­dade. Sem di­reito a trata­mento espe­cial, fica com o flanco aberto.
'Não há mais im­ped­i­mento legal para Palocci ser in­ves­ti­gado ou pro­ces­sado no primeiro grau', anota o ad­vo­gado Luiz Flávio Gomes, ex-juiz crim­inal. 'Se houver pro­ced­i­mento contra ele no STF desce ime­di­ata­mente para o local da in­fração.'
O cenário jurídico é claro. Quando uma au­tori­dade não mais dispõe de pre­rrog­a­tiva de foro, qual­quer in­quérito ou pro­cesso sob análise do STF au­to­mati­ca­mente é deslo­cado para a in­stância comum, ainda que se trate de crime próprio fun­cional, ou seja, cometido no ex­er­cício do cargo na ad­min­is­tração.

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