sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ensino público não valoriza universo cultural do aluno...

Estudos que analisam a qualidade de ensino público no Brasil, ressaltam a não valorização pela escola do universo cultural do aluno. Trazendo essa realidade para Santarém, é fácil entender porque cada vez mais, famílias santarenas estão optando por matricular seus filhos em escolas particulares e não nas de ensino público.  
A qualificação profissional é uma exigência do mercado de trabalho e no meio educacional não é diferente. Os nossos professores, entendidos como mestres têm o dever e a obrigação de serem bem qualificados, para que a educação pública possa ser da mais alta qualidade.  Afinal, a escola forma cidadãos e aprimora personalidades
É lamentável que em Santarém os tradicionais colégios Álvaro Adolfo, Onésima Pereira de Barros, Almirante Soares Dutra, Frei Ambrósio e Plácido de Castro, todos pertencentes à rede pública estadual, estejam com as suas estruturas físicas comprometidas e alguns deles com as paredes internas sujas e riscadas com pichações, como é o caso d o Plácido de Castro.
Como se não bastasse, o prédio onde está localizada a Quinta Unidade Regional de Ensino, antigo Centro de Treinamento de Recursos Humanos, está em ruínas, ficando um pequeno espaço ainda em condições de funcionamento, onde fica a diretora da Unidade e suas auxiliares. Um vexame! A rede pública municipal parece ser mais bem assistida. Mas ainda assim, há várias comunidades do interior do município aonde lamentavelmente, a escola pública ainda não chegou.   
Ora, se faltam investimentos na melhoria das condições dos prédios das escolas muito mais devem ser investidos na qualificação do professor, a partir de boas condições de trabalho, que nem sempre ele tem, mesmo que possam ter outras vantagens. É fato que há professores dedicadíssimos, que investem na sua própria qualificação, mas também há aqueles que se descuidam quanto a isso e quem perde com atitudes como essas são os estudantes, que vão à escola para absorver conhecimento e nem sempre são correspondidos.
Isso tudo é o reflexo da má qualidade do ensino público e assim, muito estudantes saem das salas de aulas, com desajustes e deformações educacionais, quando deveriam sair preparados para prosseguir a vida estudantil e posteriormente encarar o mercado de trabalho.
O educador Omar dos Santos afirma que a educação escolar brasileira está em ruínas e como Santarém é Brasil, aqui não poderia ser diferente. Faltam investimentos financeiros e de qualidade no ensino público de Santarém, para que não tenhamos que continuar a testemunhar um cenário de descaso do governo estadual, também na educação. Esse também é um sintoma visível para se justificar a criação do Estado do Tapajós. No plebiscito (11de dezembro), vamos votar SIM Tapajós.
Por: Milton Corrêa/Jornalista e assessor de comunicação da CMS

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