segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Pirarucu 'de estimação' pesa quase 300 quilos em Mato Grosso

Há mais de uma dé­cada, Anselmo Peron cria pi­rarucus em ca­tiveiro no mu­nicípio de Nortelândia, a 254km de Cuiabá. No meio de mil­hares de an­i­mais da espécie, um deles chama atenção. O primeiro peixe da cri­ação de Anselmo começou a ser cul­ti­vado com 5 cm, possui hoje aprox­i­mada­mente 2,5m e quase 300 quilos, se­gundo o pis­ci­cultor. O pi­rarucu se difere dos de­mais an­i­mais da espécie, que têm em média 2 metros e cos­tumam chegar a até 250 quilos.
Para re­tirar o peixe gi­gan­tesco da represa e levá-lo até outro lago foram necessários sete homens. Eles uti­lizaram uma rede para tentar diminuir o es­paço livre para o peixe nadar, mas ainda assim a tarefa não foi muito fácil. "É um peixe de es­ti­mação que tenho. Não vendo, não dou, não em­presto. É um peixe para a pop­u­lação ver e ad­mirar", disse Peron.
O pi­rarucu é o maior peixe de escama de água doce do mundo e ex­clu­sivo da Bacia Amazônica. Apesar de ser uma espécie re­sistente, os ninhos for­mados du­rante a seca ficam ex­postos e tornam o peixe bas­tante vul­nerável à ação dos pescadores.
Desde 2008, uma lei es­tadual proíbe o cul­tivo de pi­rarucu na região da bacia do Alto Paraguai. Mas Anselmo tem au­tor­ização, que foi ti­rada antes da de­ter­mi­nação, e por isso pode manter seu cul­tivo no es­tado.

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