Está confirmado para esta sexta-feira,
às 5 da tarde, no prédio da Câmara Municipal de Santarém, a reunião do
PMDB local para o lançamento do deputado Antônio Rocha à prefeitura de
Santarém. Deverão estar presentes, além do senador Jader Barbalho, a
deputada federal Elcione Barbalho, deputado federal José Priante,
prefeito de Ananindeua Helder Barbalho, além de lideranças peemedebistas
da região. Este é o fato político mais concreto em eleição ao pleito
deste ano, antes da realização das convenções. A candidatura de Rocha, é
um prenúncio de que o líder maior do partido no Pará, senador Jader
Barbalho, deverá indicar candidaturas próprias em quase todos os
municípios paraenses. A conclusão é simples. O PMDB precisa ganhar
musculatura nas eleições deste ano em todos os municípios para poder
vislumbrar a candidatura do seu filho Helder Barbalho ao governo do
Estado. Dependendo da performance dos seus pretensos concorrentes,
Helder poderá adiar as suas pretensões e se candidatar ao Senado.
O RACHA DO ROCHA II
Apesar do presidente da Câmara Municipal
de Santarém, José Maria Tapajós, ter desistido há poucos meses de
concorrer com Rocha na convenção, alegando que não teria tempo a seu
favor para se dedicar à campanha majoritária, o repórter foi informado
por uma fonte confiável, que em meio a esse aparente consenso, há um
grupo dentro do partido querendo apresentar como alternativa o nome de
Tapajós para também ser apreciado, se o clima estiver propício. Mas isso
não significa dispersão do partido. A decisão de candidatura própria
enfraquece e muito o candidato da situação Inácio Corrêa, que já dava
como certa a permanência da aliança com o PMDB. Não foi por acaso que o
deputado Antônio Rocha desabafou na semana passada na edição de O
IMPACTO, de que O PMDB não serviria de escada nestas eleições.
O RACHA DO ROCHA III
A história se repete. Lembram que na
primeira eleição de Maria, o deputado Antonio Rocha se sentiu preterido
pelo então prefeito Lira Maia, que apontou Alexandre Von para a
disputar? Rocha, na ocasião, lançou sua candidatura e acabou dividindo
os votos na coalisão onde o PMDB participava do governo Lira Maia. Como
de lá pra cá, o partido tem se colocado apenas como o fiel da balança, o
“racha do Rocha” com o PT, pode beneficiar de certa forma o candidato
tucano Alexandre Von. Além do desabafo de Rocha na semana passada, há a
constatação de que o partido precisa mais que nunca se fortalecer.
Começou com dois vereadores, um vice-Prefeito, e 3 secretarias. Perdeu o
vereador Maurício Corrêa para o PSD, e consequentemente a pasta do Meio
Ambiente, ocupada até o momento pelo irmão do vereador, o empresário
Marcelo Corrêa. A Secretaria de Saúde que era ocupada pelo vice-prefeito
José Antônio Rocha, foi entregue em meio a muita turbulência. Restou a
Secretaria de Transportes, que tem à frente o advogado Sandro Lopes. Se o
PMDB perder a última Secretaria do seu naco, o clima vai ficar
ainda mais hostil com a situação. Restará apenas a vice-Prefeitura que
não pode ser devolvida, além do desconforto de um ex-aliado, que sai
insatisfeito e tem muita coisa pra dizer, se assim preferir.
