A grande dificuldade dos partidos está em montar as chapas para
candidatos a deputado federal, de modo a abranger todo o imenso
território de nosso Estado e garantir, ao mesmo tempo, apoio ao seu
candidato ao governo e quociente eleitoral para a legenda partidária.
O desestímulo para os pretendentes a este honroso cargo se dá pelo fato
do número de vagas da representação paraense continuar congelado em 17
parlamentares, situação que perdura há 32 anos.
Assim, uma eleição para deputado federal mais parece uma eleição
majoritária: enquanto um candidato com 1% ou 1,5% dos votos válidos para
o cargo está praticamente eleito no Rio de Janeiro ou em São Paulo,
aqui no Pará ele não fica nem na terceira suplência.
Candidato competitivo é aquele que conseguir pelo menos 3, 4 por cento dos votos válidos.
É uma montanha de votos, que poucos conseguem escalar. E os que
conseguem, com exceção dos "fenômenos eleitorais", são os que dispõe de
forte apoio e acesso a recurso$
administrativos-empresariais-sindicais-religiosos, que não estão
disponíveis para todos.