Márcio Pinto: “Von deve explicações à população”

sexta-feira, junho 24, 2016 0 Comments

O eterno candidato a prefeito Márcio Pinto critica forma como Alexandre governa o Município (GRIFO MEU)


Professor Márcio Pinto faz duras críticas à forma como Alexandre Von governa o Município
Professor Márcio Pinto faz duras críticas à forma como Alexandre Von governa o Município
“O eleitor deve ser o protagonista na resolução dos problemas. Porque nós não queremos criar a idéia do super herói ou do salvador da pátria, que vai assumir o Executivo municipal e irá salvar o município de Santarém. Nós queremos uma administração com intensa participação popular, onde a coisa pública seja realmente pública, sem subterfúgios para uso particular”, assim se expressou o professor Márcio Pinto, em entrevista exclusiva ao Jornal O Impacto, onde expôs sua opinião sobre processo democrático e a eleição municipal 2016, na condição de pré-candidato ao Executivo municipal pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).
Para Márcio Pinto, a bandeira do PSOL é uma nova forma de fazer política, uma vez que o modelo que está posto é um modelo falido, cujo resultado é esse enorme escândalo que os brasileiros estão acompanhando diariamente nos noticiários. “Uma campanha sem grandes recursos, de cunho ideológico, onde defendemos propostas que vem da realidade da população”, diz.
Educador e sindicalista, Márcio deverá pela terceira vez concorrer para prefeito de Santarém. Após intensa campanha em 2012, ele acompanhou de perto as promessas de campanha do então candidato Alexandre Von, e diz que o Prefeito eleito, preste a completar o mandato, deve explicações à população santarena.
“Eu penso que a atual gestão do prefeito Alexandre Von deve muitas explicações para a população. Começo por um ponto que eu considero primordial, que foi a não realização de concurso público, ou seja, o Município segue com contingente gigantesco de pessoas que estão ocupando função pública, e que isso acaba sendo um canal muito propício para manutenção de modelos que são altamente questionáveis. Por exemplo, que critérios você usa para contratar? A gente sabe que historicamente dentro dos modelos que estão impostos, e que a gente condena partidariamente enquanto PSOL, as contratações se dão muito pelo viés do interesse, por viés eleitoreiro. Dizem: ‘Se você está comigo eu te garanto uma vaga, mas, tu tens que está comigo, tua família tem que votar comigo, ou ainda, eu tenho que ganhar a eleição se você quiser permanecer’. Então, já começa por aí. Porque o governo fez uma campanha com a bandeira da moralização e da impessoalidade, e administração pública tem que ser impessoal, e tu só consegue isso com concurso, porque o concurso é aberto para todos. Todos terão as mesmas chances, seja o filho do empresário, seja o filho do trabalhador, todos concorrem uma vaga em igualdades de condições, e irão assumir o Município por estarem melhores qualificados para assumir sua função. Então, o prefeito Alexandre Von está encerrando a sua gestão, sem concurso público. Faz dois anos que participei de um programa de rádio, juntamente com a Secretária de Educação, e eu perguntei para ela quantos servidores temporários haviam na educação,  e só ali, naquele ano, ela me dizia que estaria em torno de sessenta por cento. Na época já era um problema, porque se de um lado você fere esse campo da impessoalidade, porque a administração deveria ser impessoal, ou seja, os funcionários não podem estar a serviço do Prefeito, eles tem que está a serviço da municipalidade, porque os prefeitos passam. Então, esse tipo de prática inviabiliza um pouco isso. A gestão tem que prestar conta disso, porque não realizou concurso público, porque manteve este mesmo modelo pernicioso do ponto de vista do fortalecimento administração pública, e consequentemente da melhoria da prestação do serviço público”, afirma Márcio Pinto.
Como professor, Márcio acompanha de perto a realidade das escolas, e faz um diagnóstico: “Eu penso que na educação também houve uma queda, isso de modo geral, pois eu estou dentro da escola. A gente ouve os alunos reclamando, especialmente em relação à merenda escolar. A merenda é um problema sério, ouve uma queda significativa na avaliação dos próprios alunos”. Já em termos da Área da saúde, acrescenta: “Na saúde não foi concretizado o trabalho de descentralização. Os pacientes continuam sendo mal atendidos nas unidades básicas, e acabam centralizando no Pronto Socorro Municipal e Hospital Municipal. É muito grande a desvalorização de pessoal, cito a exemplo, os salários dos enfermeiros, ainda que desenvolvam um serviço fundamental, e por conta disso, temos além da péssima remuneração, uma sobrecarga de trabalho dentro do PSM e HMS, que acaba gerando muito estresse, não só por parte de quem procura atendimento, como dos próprios servidores pela sobrecarga de trabalho, pelo excesso de trabalho, nem sempre garantem o atendimento como deveriam ser”, explica.
De acordo com Márcio Pinto, muitas questões não tiveram a devida atenção por parte de Alexandre Von, como por exemplo, o caso Buriti e do Lago do Juá.
Questionado por nossa equipe de reportagem sobre o que ele repudia no jeito velho de fazer política, Márcio expõe:
“O mais repugnante que acho na velha forma de fazer política é você tratar, você se dispor a gerenciar a coisa pública, com a mentalidade de como ela fosse sua. Porque a velha política se caracteriza por isso. O cidadão se dispõe a ocupar um espaço público, ele se dispõe a gerenciar, com a mentalidade de transformar aquilo numa extensão de uma propriedade particular. Ele usa a coisa pública, que deveria ser de livre acesso de todos, indistintamente, ele usa para satisfazer interesses pessoais. Essa visão de querer se aproveitar da coisa pública é a porta de entrada para uma série de problemas, que incluem a compra de votos, porque aí eu quero tanto aquilo ali para fazer uso, que eu compro o meu mandato. Por isso algumas pessoas dizem, eu compro o mandato, o mandato vai ser meu, porque as pessoas que se dispõem a vender o voto, estão de fato vendendo o mandato, e assim acaba quebrando o compromisso. ‘Eu comprei o teu voto, eu já te paguei, e agora eu não tenho comprometimento contigo’, dizem”, finalizou o professor Márcio Pinto.
Por: Edmundo Baía Junior

José colares

Some say he’s half man half fish, others say he’s more of a seventy/thirty split. Either way he’s a fishy bastard.