Pe. Edilberto: “Reforma do governo Temer é ditadura bandida”

sexta-feira, maio 05, 2017 0 Comments

Revoltado com as tramitações das reformas Trabalhista e Previdenciária no Senado e na Câmara Federal, em Brasília, o coordenador da Frente em Defesa da Amazônia (FDA), padre Edilberto Sena, declarou que é totalmente contra as pretensões do presidente Michel Temer (PMDB). Para ele, caso sejam aprovadas as reformas, será um retrocesso para os trabalhadores em todos os sentidos.
Hoje, as duas das principais bandeiras do Governo Temer, a reforma da Previdência e a reforma Trabalhista tramitam no Congresso, onde estão sendo analisadas por deputados e senadores, com objetivo de serem aprovadas ainda neste semestre, de acordo com os planos do Palácio do Planalto.
Para o governo, as duas propostas são fundamentais para sanear as contas públicas e impulsionar a retomada da economia.
A reforma Trabalhista já foi aprovada pela Câmara, e agora segue para o Senado. A da Previdência deve ser votada, na comissão especial da Câmara. Depois, ainda tem que passar pelo plenário da Casa e pelo Senado.
Com relação às reformas, padre Edilberto Sena lembra que o povo saiu há poucos anos da ditadura militar. Porém, hoje, vive uma ditadura muito mais bandida. “Isso acontece porque essa ditadura tem uma capa de Democracia, porque os deputados e senadores foram eleitos pelo povo e o vice-Presidente, que agora virou Presidente também. O que eles estão fazendo com a população é algo muito grave, porque tem gente que só vai poder se aposentar com 90 anos de idade”, analisa o religioso.
Segundo padre Edilberto, os políticos estão impondo à população, a destruição dos direitos sociais tanto com a reforma da Previdência quanto com a Trabalhista. “Eles alegam que se não fizerem a reforma, a Previdência vai falir, o que é uma mentira, que está sendo escancarada, mas eles continuam insistindo. A mentira acontece porque os bancos, estados, municípios, canais de televisão, juntando todas as dívidas que as grandes empresas têm, porque não pagam impostos, devem à Previdência Social cerca de R$ 400 bilhões”, revela padre Edilberto.
Caso fosse exigido que as grandes empresas que devem à Previdência pagassem seus débitos, de acordo com Padre Edilberto, o Governo Temer não humilharia os mais pobres. “Isso é ditadura! Estão mexendo na Constituição Federal, através dos votos dos deputados, que estão inclusive, uma boa parte deles, sendo investigados na Operação Lava Jato, acusados de integrar uma quadrilha de propinas e corrupção, ou seja, de saquear o País”, afirma o religioso.
Padre Edilberto comenta que tanto o presidente Temer quanto os deputados não têm condição moral de executar as reformas. “Isso é grave, porque até o trabalhador rural vai ter que pagar tributo à Previdência, sob alegação de que é para garantir a aposentadoria. Isso é uma coisa ilegítima. É imoral o que o Governo Temer está fazendo tanto com a reforma da Previdência quanto com a Trabalhista”, critica padre Edilberto, sugerindo que contra tudo isso a sociedade deve reagir.
“No último dia 28 de abril, aproximadamente 50 milhões de pessoas foram às ruas, em sinal de que o governo deve recuar sua ditadura ou vai ter que pedir pra sair, porque a sociedade não vai suportar a atitude ditatorial de destruir os direitos dos trabalhadores, para favorecer bancos, emissoras de televisão e os estados mais desenvolvidos que estão devendo para a Previdência Social”, ultimou.
OBJETIVO DAS REFORMAS: Em questões trabalhistas, o que for negociado dentro de uma empresa entre patrão e empregado vai prevalecer sobre o que for legislado. O tempo para o trabalhador se aposentar pela Previdência Social pode chegar a quase cinco décadas se ele quiser receber o teto das pensões. E a partir de agora, todas as atividades de qualquer empresa, pública ou privada, podem ser exercidas por funcionários terceirizados. Se tudo caminhar como tem se desenhado em Brasília, até o fim do ano essas serão as três principais marcas deixadas pelo curto Governo de Michel temer (PMDB). Ainda que nas últimas semanas o Planalto tenha sofrido um revés temporário, o Governo começa a pressionar seus aliados para não perderem nas votações do Legislativo. O combo de reformas Trabalhista-Previdenciária (o que inclui a lei da terceirização recém-aprovada) será uma das principais mudanças legislativas desde a criação das regras que regulam o trabalho no Brasil.
Por: Jefferson Miranda

Fonte: RG 15/O Impacto

José colares

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