ALERTA

Os poços cavados na Bacia do Amazonas para evitar que as pessoas bebam água dos rios contaminados contêm limite que supera em até 70 vezes o índice recomendado de arsênico, informaram pesquisadores. As amostras obtidas em 250 lugares do Amazonas na primeira grande análise realizada nos poços da região também revelaram níveis perigosos de manganês e de alumínio, declararam os cientistas em uma entrevista coletiva em Viena. Os níveis de manganês detectados eram até 15 vezes superiores aos limites recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e os de alumínio, até três vezes acima do limite. A presença dos elementos se deve a causas naturais, e não à poluição industrial. A exposição crônica ao arsênico está ligada ao câncer de fígado, rim e bexiga, assim como a doenças cardiovasculares. Também é associada a abortos espontâneos, pouco peso ao nascer e problemas de desenvolvimento cognitivo em crianças. O Sistema Aquífero Grande Amazônia é extensão do aquífero Alter do Chão.