Torcedora uniformizada e viagens do próprio bolso: Presidente da Croácia fez sucesso na Copa

Dentre os 4,1 milhões de habitantes da Croácia, um, em especial, está chamou a atenção na Copa do Mundo. Uma, na verdade: Kolinda Grabar-Kitarovic, a presidente do país. No entanto, a mandatária de 50 anos não tem se destacado pela posição política, mas por estar torcendo como qualquer fã de futebol.
Apaixonada pelo esporte, Kolinda acompanhou todos os jogos da seleção croata in loco. Mas nada de protocolos oficiais. Ela preferiu as arquibancadas aos camarotes. E sem terninho. Durante as partidas, ela vestiu o excêntrico uniforme quadriculado da seleção croata.
Após a classificação da Croácia à semifinal, em que eliminou nos pênaltis a anfitriã Rússia, no sábado (7), a presidente foi flagrada comemorando com jogadores e membros da comissão técnica aos pulos e entoando, junto com eles, o cântico “chame, apenas chame/todos os falcões /eles darão a vida por você” (em tradução livre).
Primeira presidente mulher da Croácia, Kolinda ganhou as redes sociais por atitudes que vão além do futebol: por não usar dinheiro público para sua ida à Rússia e utilizar voos comerciais, pagos do próprio bolso. Como a viagem não é a trabalho, ela mesma descontou de seu salário os dias de folga.
Na foto que compartilhou, em que aparece no avião ao lado de vários torcedores, escreveu: “Vamos para a vitória” — e realmente foi, porque naquele dia, 1º de julho, a Croácia venceu a Dinamarca nos pênaltis e se classificou às quartas.
Um dos torcedores com quem ela viajou comentou o fato à agência de notícias Tass, da Rússia: — Ela gosta do esporte, e o que ela está fazendo é algo normal para um presidente. Ela pegou um voo com pessoas comuns, cumprimentou a todos. Eu gosto disso. Somos um país pequeno, mas é como um time.
Na partida contra a Rússia, pelas quartas de final, Kolinda foi identificada nas arquibancadas e levada para a tribuna de honra da Fifa, onde estava o presidente da entidade, Gianni Infantino, e outras autoridades. Ainda assim, comemorou quando a seleção croata passou à frente da Rússia por alguns minutos no placar durante a prorrogação.
Que esse exemplo seja seguido...