sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Biocosméticos à base de açaí são destaque no Centro de Artesanato Cristo Rei

 

Biocosméticos à base de açaí são destaque no Centro de Artesanato Cristo ReiAutor: Katrine Bentes - CCOM
Categoria: Turismo

ASCOM/PMS


Sabonetes, perfumes, body splash, aromatizadores, difusores de aromas e escalda-pés relaxantes estão entre os itens comercializados.

Símbolo da identidade amazônica, o açaí teve sua importância oficialmente reconhecida com a sanção da Lei nº 15.330/2026, que o declara fruta nacional. Para além da alimentação, ele também vem se consolidando como matéria-prima para o artesanato e a produção de biocosméticos. Em Santarém, esse potencial se materializa no Centro de Artesanato do Tapajós Cristo Rei, onde empreendimentos transformam tradição em inovação sustentável.

Um dos destaques é a loja Maniere Artesanatos e Aromas, especializada na produção de biocosméticos à base de açaí. Entre os itens comercializados no estande estão sabonetes em barra e líquidos, hidratantes, esfoliantes, perfumes, body splash, aromatizadores de ambiente e para carro, difusores de aromas, álcool gel de açaí, água para lençóis e escalda-pés relaxante.

Biocosméticos a base de açaí ganham destaque.
Biocosméticos a base de açaí ganham destaque.

Os biocosméticos à base de açaí vêm ganhando espaço nos cuidados com a beleza devido as propriedades antioxidantes, regenerativas e anti-inflamatórias.

A produção é conduzida pela artesã Marilene Figueiredo, que destaca o caráter familiar e artesanal da marca.

“A Maniere Artesanatos e Aromas é uma empresa familiar, e cada produto é feito por mim, um a um, de forma totalmente artesanal. A marca surgiu há cerca de dez anos, quando ainda tínhamos uma loja de perfumaria. Com o tempo, nossos clientes começaram a procurar produtos para aromatizar ambientes. Fui pesquisar sobre esse universo e me encantei com as inúmeras possibilidades de criação.”

Buscando qualificação, a artesã investiu em formação e ampliou a produção: “Saí de Santarém para fazer cursos na área de saboaria e aromas e, a partir disso, comecei a produzir e a participar de exposições, inclusive no espaço rotativo do Cristo Rei. Desde o início, já trabalhávamos com o aroma do açaí, que sempre teve uma aceitação muito positiva. A partir disso, a linha de açaí foi crescendo cada vez mais.”

Atualmente, a marca conta com um portfólio diversificado de produtos inspirados na biodiversidade amazônica.

Marca já possui mais de 15 biocosméticos à base de açaí.

“Hoje, temos mais de 15 biocosméticos à base de açaí, entre produtos para o corpo e para o ambiente. São itens que encantam não só os turistas, mas também muitos moradores de Santarém que ainda não conheciam esse trabalho”, pontua Marilene.

Segundo a artesã, a proposta da Maniere é transformar a identidade amazônica numa experiência sensorial.


“Nosso objetivo é encantar pessoas e ambientes, dando vida aos aromas da Amazônia, especialmente o açaí. Utilizamos matérias-primas da região, como o açaí em pó, extratos e óleos vegetais da castanha-do-pará, que agregam propriedades e valor aos nossos cosméticos. Até onde sabemos, ainda não existe a essência natural do açaí; por isso, utilizamos uma essência sintética produzida em laboratório.”


O empreendedor Mailson Soares Figueiredo, esposo da artesã e responsável pelo apoio na administração do negócio, destaca o objetivo de valorizar a identidade amazônica e gerar renda.

“O açaí é muito importante para nós. Pensamos em criar produtos que levem a essência da nossa região. Aqui no Cristo Rei, turistas e visitantes podem levar um pouco do cheiro e do aroma da Amazônia, além de presentear outras pessoas com uma lembrança que representa a nossa cultura”, afirma.

fortaleça a identidade amazônica e ajude a combater a biopirataria,
Produtos lutam pelo fortalecimento da identidade amazônica e o combate da biopirataria.

Com a nova legislação, a expectativa é que o reconhecimento do açaí como fruta nacional contribua para a valorização do produto brasileiro, fortaleça a identidade amazônica e ajude a combater a biopirataria, garantindo que os benefícios do uso do fruto permaneçam com as comunidades que historicamente o cultivam e preservam.

Para o secretário municipal de Turismo, Emanuel Júlio Leite, iniciativas como essa evidenciam o potencial do açaí e fortalecem o empreendedorismo local.

“A valorização do açaí e o trabalho dos empreendedores refletem um momento positivo da Amazônia no campo da bioeconomia. Espaços como o Centro de Artesanato Tapajós Cristo Rei são fundamentais por darem visibilidade aos produtos certos, no local adequado. Ao valorizar iniciativas como essa, todos ganham. Santarém, o Pará e a Amazônia. Esse movimento mostra que o empreendedorismo local está avançando, o que é muito importante”, destaca.

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