A Associação dos Delegados de Polícia do Pará (ADEPOL/PA), em referência a matéria “ADVOGADO VAI REPRESENTAR CONTRA DELEGADO POR MOROSIDADE EM INQUÉRITO SOBRE DESVIO EM LOTÉRICA DE SANTARÉM”, encaminhou a seguinte nota:
No dia 29 de janeiro de 2026, o portal O Impacto divulgou matéria jornalística intitulada “Advogado vai representar contra delegado por morosidade em inquérito sobre desvio em lotérica de Santarém”, na qual foram reproduzidas declarações do advogado José Olivar atribuindo a um Delegado de Polícia suposto descaso, inércia e morosidade na condução de investigação criminal.
Segundo a reportagem, teriam ocorrido atrasos na adoção de diligências, ausência de oitivas de pessoas relevantes e extrapolação de prazos legais do inquérito policial.
Contudo, tais afirmações não correspondem à realidade dos fatos.
A Associação dos Delegados de Polícia do Pará (ADEPOL/PA) esclarece que a investigação mencionada encontra-se regularmente instaurada e em pleno trâmite, sendo conduzida por autoridade policial legalmente competente, com a adoção de diversas diligências compatíveis com a natureza e a complexidade dos fatos apurados.
Cumpre destacar que, ao contrário do que foi alegado, todas as testemunhas pertinentes já foram devidamente ouvidas, a pessoa investigada foi formalmente interrogada e foram requisitadas imagens do sistema de monitoramento da casa lotérica, além da análise de documentos e de outras providências investigativas cabíveis.
Ressalta-se que investigações que envolvem apuração de movimentações financeiras e possíveis desvios patrimoniais exigem rigor técnico e, frequentemente, dependem de laudos especializados, circunstâncias que impactam diretamente o tempo necessário para a conclusão dos trabalhos, sem que isso configure inércia, negligência ou descaso da autoridade policial.
Registre-se, ainda, que a autoridade policial requereu formalmente a prorrogação do prazo para conclusão do inquérito, pleito que recebeu manifestação favorável do Ministério Público e foi deferido pelo Poder Judiciário, evidenciando a regularidade procedimental da investigação.
Causa estranheza a postura adotada pelo advogado que, embora possua pleno acesso aos autos, regularmente disponibilizados no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe), optou por divulgar publicamente versão manifestamente dissociada do conteúdo do procedimento, conduta incompatível com os deveres de lealdade, boa-fé e ética profissional que devem nortear o exercício da advocacia.
A divulgação de alegações unilaterais, desacompanhadas da devida verificação junto aos órgãos responsáveis, transmite à sociedade percepção equivocada dos fatos e atinge injustamente a credibilidade da atuação dos Delegados de Polícia, profissionais que exercem função essencial à justiça e à defesa da ordem pública.
Diante disso, a ADEPOL/PA solicita a publicação integral dos presentes esclarecimentos, a fim de assegurar o adequado contraditório informativo, a correta compreensão dos fatos e o compromisso com a transparência e a boa informação à sociedade.

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