
Associações de juízes e do Ministério Público (MP) entraram com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para manter o pagamento de “penduricalhos” (adicionais de tempo de serviço e outros benefícios), que podem elevar os salários bem acima do teto constitucional. O argumento é que esses extras são “direitos adquiridos” e garantem a independência das categorias.
Enquanto o trabalhador rala para conseguir um aumento, a cúpula do Judiciário e do MP corre para o STF para garantir que seus “extras” não sejam cortados. É o bloco do “Teto de Vidro”: o teto salarial existe, mas para eles parece ser de borracha, sempre esticando com algum adicional de nome difícil.
Falar em “manutenção de penduricalhos” em um país com filas nos hospitais e escolas caindo aos pedaços é um soco no estômago do contribuinte. Juiz e promotor já ganham os maiores salários do Brasil; querer garantir “penduricalhos” para inflar ainda mais o contracheque é viver fora da realidade.
A independência da Justiça deveria vir da ética e da lei, não do tamanho do bônus no final do mês. O Bocão pergunta: quando é que vai ter uma associação pedindo “penduricalho” para o professor e para o enfermeiro? Esses, sim, fazem milagre com o pouco que recebem!
Nenhum comentário:
Postar um comentário