Quem precisa cruzar a Avenida Cuiabá, já sai de casa rezando. Nós santarenos não podemos fechar os olhos para a tragédia de terça-feira (24 de fevereiro), onde um carro de passeio foi literalmente transformado em ferro-velho, imprensado entre dois gigantes de aço.
Sem fiscalização por parte da SMT, é a lei do mais forte — ou melhor, do mais pesado — imperando. As carretas cruzam o perímetro urbano como se estivessem em pista de corrida de Fórmula 1. O motorista do carro pequeno, o motoqueiro, o ciclista e o pedestre que lutem para sobreviver à imprudência alheia.
Cadê a fiscalização? Não é raro ver esses comboios em alta velocidade, colados uns nos outros, ignorando que ali existem famílias, escolas e trabalhadores tentando chegar em casa.
A rodovia que traz o “progresso” e a soja também está trazendo o luto. Santarém não pode ser apenas um corredor de passagem onde o lucro vale mais que a vida de quem mora aqui. O Bocão pergunta: quantas latas de sardinha humanas o asfalto da Avenida Cuiabá ainda vai produzir antes que alguém tome uma providência de verdade?
Nenhum comentário:
Postar um comentário