segunda-feira, 13 de abril de 2026

Flamengo amassa Fluminense em noite brilhante de Pedro e Paquetá, mas leva susto por não matar o jogo

Atacante se tornou o maior artilheiro do século do clube em clássico marcado por grande atuação coletiva até os 30 minutos e erros no fim

Por Luiza Sá /Ge— Rio de Janeiro




Fluminense 1 x 2 Flamengo |  RESULTADO MENTIROSO  DO CLÁSSICO QUE NÃO CONDIZ COM O JOGO...

O torcedor do Flamengo terminou a partida contra o Fluminense com o coração na boca. Mas o sentimento passa longe de traduzir o que foi o amasso da equipe rubro-negra na vitória por 2 a 1 no Maracanã, em confronto pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em uma das grandes atuações sob o comando de Leonardo Jardim, a única notícia ruim foi a queda brusca na reta final.


Até mais ou menos os 30 minutos do segundo tempo, o Fla se encaminhava para ter uma atuação coletiva brilhante no clássico. Pedro só não fez chover, Paquetá teve talvez a melhor apresentação desde que chegou ao Rio de Janeiro e Samuel Lino deu duas assistências inteligentes e de talento. Consistente defensivamente, faltou apenas "girar a faca".
Dentre os alertas que ficam, o Flamengo precisa ser mais eficiente para traduzir a superioridade em gols. O time parecia estar sempre perto de matar o jogo, mas nunca conseguia. Além disso, chegou a cinco expulsões em 10 jogos no Brasileirão, um dado preocupante. Carrascal recebeu o vermelho com poucos minutos em campo em falta desnecessária.

Olhando em retrospecto, porém, são boas notícias. Há pouco mais de um mês, Leonardo Jardim estreava diante do mesmo Fluminense na final do Carioca. O foco naquele momento com poucos dias de trabalho foi observar o passado e corrigir os erros, mas o jogo teve atuação fraca tecnicamente dos dois lados. Desta vez, o Fla se aproxima de uma intensidade e qualidade que o torcedor esperava recuperar desde o início de 2026.


Pedro "engraxa" chuteira de Samuel Lino | Fluminense x Flamengo — Foto: André Durão

Praticamente impecável - Fluminense escapou de ser goleado.

O primeiro tempo do Flamengo foi de superioridade incontestável no Maracanã. O Fluminense praticamente não conseguiu achar o rubro-negro, que poderia - e deveria - ter saído com um placar mais elástico para o intervalo. Com um time intenso e seguro na mesma medida, faltou mais capricho nas finalizações. Fábio, que falhou no gol, também apareceu bem para salvar em outras oportunidades.

A bola na rede que fez de Pedro o maior artilheiro do Fla no século tem destaque não só para o atacante, que fez um verdadeiro golaço sem nem precisar olhar para o goleiro. Arrascaeta pressionou muito Fábio, que saiu de qualquer jeito. Lino teve inteligência para fazer a jogada de primeira ao invés de dominar. O lance ficará marcado com justiça na carreira do camisa 9, mas passa pela percepção coletiva.
Com uma defesa que praticamente não sofreu sustos, já que o Flu não finalizou na direção do gol de Rossi, o destaque ficou para o lado ofensivo. Paquetá fez uma grande partida, Evertton Araújo foi bem nos combates e Arrascaeta achou ótimos passes. Os pontas, que ganharam uma participação diferente desde a chegada de Jardim, também entregaram. No esquema do português, os jogadores de lado precisam ter entrosamento com os laterais (a volta de Alex Sandro ajudou Lino nesse sentido). Os pontas voltam muito para ajudar, não ficam isolados e saem bem da marcação.

Sustos por não golear quando teve oportunidades

O segundo tempo se encaminhava para um roteiro similar. O Flamengo voltou ainda muito dominante e viu Pedro tomar conta da partida mais uma vez, marcando o segundo. Foi mais um golaço, que deu ao time uma tranquilidade perigosa. Ao invés de administrar a posse e deixar o relógio passar, a equipe de Leonardo Jardim chamou o adversário para o seu campo. Aí foi a vez de Rossi brilhar.

Se não tinha sido exigido no clássico, o goleiro argentino salvou. Fez grandes defesas e segurou bem os momentos de maior pressão do Fluminense, que mudou completamente com a entrada de Savarino. Pouco depois, aos 21 minutos, Bruno Henrique foi acionado na primeira substituição do Flamengo na partida.

De la Cruz e Carrascal vieram logo depois, aos 27, três minutos antes de Alex Sandro colocar o Flu no jogo. Em um erro quase inacreditável, o experiente lateral recuou mal para Rossi. Savarino só empurrou para o gol e mudou a figura do confronto. Imediatamente, Jardim chamou Luiz Araújo e Danilo - o zagueiro porque Léo Ortiz, que teve atuação quase irretocável, sentiu no lance.

Incapaz de matar o confronto desde o primeiro tempo, o Flamengo se complicou quase sozinho. Um dos motivos para a queda de rendimento foi o desgaste do meio-campo. Como utilizou Evertton Araújo e Paquetá na altitude contra o Cusco, ambos sentiram a reta final, mas permaneceram no campo. Arrascaeta foi o substituído por De la Cruz, que entrou justamente para equilibrar melhor o ritmo.

No fim, com os jogadores já ansiosos pedindo pelo fim da partida, o Flamengo saiu com o 2 a 1, a terceira vitória consecutiva. Os pontos preciosos também colocam a equipe na vice-liderança e diminuem a diferença para o Palmeiras, que tropeçou na rodada. Agora são seis pontos.

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