| Artigo do Jornal "O Impacto" |
Para recordar da minha infância, quem não lembra do fiel ajudante do professor, pesquisador e inventor Pardal, dos desenhos de Walt Disney, presentes quase sempre na revista do Pato Donald e Almanaque do Tio Patinhas.
O Lampadinha era a idéia luminosa do Prof. Pardal. No presente caso, parece que nem tanto.
Na realidade mocoronga e paraense, Lampadinha é como estão chamando os mini veículos adquiridos, apressadamente, pelo governo, para reforçar a segurança do violento estado do Pará e entregues a sua Polícia Militar.
A primeira gozação aos veículos foi pelo tamanho. Parecem veículos de parque de diversão de brinquedo. É um retrocesso! Parece nos finais dos anos sessenta e boa parte dos anos setenta, época em que a Polícia de quase todo o País, usava o saudoso “fusquinha” todo preto com uma estrela nas portas. Chamaram-no de “Botafoguinho”.
E a pensar que o PM, com o seu fuzil e seus apetrechos para a guerra de rua, como colete a prova de bala, pistola, algemas, spray de pimenta e máscara Ninja deve ficar bem apertadinho dentro da viatura. Imaginem se precisar conduzir uma pessoa até o 16º DP, esta deverá ir no capô do veículo, ou a pé, ou amarrada na maçaneta externa do veículo.
O prezado leitor já deve ter visto os lampadinhas, pela cidade, ficam parados em pontos ditos “estratégicos”, com a lâmpada acesa, girando para avisar “aos marginas” como a querer dizer: olha eu estou aqui, vão para outro lugar!
A ver assim parece que a Governadora cumpriu com a promessa para segurança no estado do Pará. Fez dois grandes projetos para melhorar as condições de trabalho da Polícia Militar. Um foi mudar todo o seu fardamento. Dá para calcular quantos milhões de reais nós contribuintes tivemos que pagar, em processo de licitação, até o momento não explicado? E que em nada veio ajudar no desempenho e nas condições de trabalho da tropa de Fontoura.
A segunda foi adquirir esses veículos. Dizem que em número de 420 (quatrocentos e vinte) alugados por dois anos, para a Polícia Militar (já foi preso até o diretor da Delta, a locadora “vencedora” do tal contrato) a ser distribuídos em todo o estado do Pará. Parece que ainda falta muita coisa a ser esclarecida, sobre o aluguel dos lampadinhas.
Dizem que ficam parados porque são só dez litros de combustíveis diários, por veículos Então, não dá para atender um chamado na região do jabuti, na Perema, no Tiningu, por exemplo, sob pena de ficarem no prego por falta de combustíveis.
E aqui na Cidade, ao saírem do centro pela fragilidade dos veículos para o tipo de serviço, correm sérios riscos de perderem as laterais, ou os amortecedores, estourarem os pneus, pela péssima conservação das ruas das periferias como: Cambuquira, Área Verde, Nova Vitória, Vitória Régia, Amparo e Conquista, por exemplo, cheias de buracos, matos, valas e entulhos que se tornam intrafegáveis.
Essas ruas desses bairros são boas sim, para quebrar uma viatura mais resistentes, imaginem estas frágeis, feitas para o asfalto de boa qualidade, pois transitar por ali é um verdadeiro rali. O que impossibilita a chegada da PM até lá e os infratores continuarão sossegados e agradecem a idéia de terceirizar as viaturas policiais.
Não será novidade se após o pleito eleitoral se note a ausência, gradativa, dessas viaturas, até o seu total desaparecimento, como tem ocorrido com outros projetos pela segurança publica. Esta deve ser mais uma atitude eleitoreira, pois, como em vezes anteriores, após as eleições todo o aparato para impressionar, some, ou seja, tudo vai se acabar no dia 04 de outubro, principalmente se o resultado for adverso.
Finalizando, ainda sobre licitação e gestão pública, a empresa que coleta o lixo nesta Cidade, aquela que chegou aqui, cinco dias antes da posse da atual administração, para assumir os serviços da limpeza pública, merece um louvor, quando se trata da limpeza do sujo, esburacado, poeirento, e abandonado Conjunto Tapajós, o popularmente conhecido como COHAB, mas quando se trata da praia do Maracanã, é zero. Os depósitos de lixos todos cheios, atraindo urubus, mais que no Ver o Peso e causando uma fedentina que espanta os banhistas e prejudicam os proprietários de restaurantes dali.

Nenhum comentário:
Postar um comentário