segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Dilma versus PMDB: como acabará a briga por cargos?


Primeiros dias de governo são pródigos em cartas de intenções e promessas de ministros recheando o noticiário. Na primeira semana de Dilma, essa tradição foi dividida com as ameaças, chantagens e reclamações do PMDB. Aliás, não existe novela mais previsível do que a do PMDB em busca de cargos ou de, como gostam de sofismar os peemedebistas, espaços para dividir responsabilidade do governo. E então, como acabará a contenda pelas nomeações? Primeiro, não acabará já. A novela mal começou. E tende a prolongar-se por alguns meses.
Convém, neste momento, rebobinar a fita. Volte-se ao ano de 2007, primeiro ano do segundo mandato de Lula. Com Lula, a pendenga prolongou-se por quase doze meses. O PMDB, aderira oficialmente ao governo e cobrava, claro, cargos e nomeações — sempre para ontem. Lula testou o quando pôde os peemedebistas. Foi soltando uma nomeação aqui, outra ali.
O conta-gotas pingou praticamente o ano inteiro, num cabo-de-guerra que tem tudo para se repetir em 2011. Já está se repetindo, embora seja cedo para afirmar se Dilma copiará Lula ou se soltará as rédeas mais cedo. O mais lógico é que tudo dependa da força do PMDB para atrapalhar o governo no Congresso.

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