De
fato, independentemente da necessidade de investigação e correção das
irregularidades verificadas na atuação do ministério, é fundamental que
sejam evitadas quaisquer generalizações e, principalmente, que não se
permita que obras e projetos de importância crucial para facilitar a
circulação de pessoas e mercadorias em uma região carente de
infraestrutura sejam ainda mais retardados ou adiados. Este é o caso da
pavimentação das rodovias BR-163 (Cuiabá-Porto Velho), BR-319 e outras,
às quais os ambientalistas têm oposto uma ferrenha resistência, como
parte de sua agenda de obstaculizar o desenvolvimento socioeconômico do
Centro-Oeste/Norte do País.
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| Maldita BR-163 |
BR-163
Para
complicar ainda mais o quadro, a varredura anticorrupção está
alcançando também os batalhões de engenharia do Exército, que estão
plenamente engajados em uma série de obras do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC), entre elas a BR-163. Uma reportagem do Correio
Braziliense de 25 de julho revela que o Ministério Público Militar
ofereceu denúncia contra um grupo criminoso que atuava dentro da
interface militar-civil das operações do PAC, envolvendo o Instituto
Militar de Engenharia (IME), o Departamento de Engenharia e Construção
do Exército e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes
(DNIT). O grupo, integrado por seis oficiais militares e nove civis, foi
acusado do desvio de recursos públicos no montante de R$ 11 milhões,
referente a licitações realizadas pelo IME para convênios com o DNIT, em
2004 e 2005.
Nesse
contexto, não será surpresa se surgirem críticas e pressões para o
afastamento ou diminuição da participação dos militares em tais
empreendimentos.
Informações do DNIT

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