terça-feira, 30 de agosto de 2011

Entraves ao desenvolvimento

De fato, independentemente da necessidade de investigação e correção das irregularidades verificadas na atuação do ministério, é fundamental que sejam evitadas quaisquer generalizações e, principalmente, que não se permita que obras e projetos de importância crucial para facilitar a circulação de pessoas e mercadorias em uma região carente de infraestrutura sejam ainda mais retardados ou adiados. Este é o caso da pavimentação das rodovias BR-163 (Cuiabá-Porto Velho), BR-319 e outras, às quais os ambientalistas têm oposto uma ferrenha resistência, como parte de sua agenda de obstaculizar o desenvolvimento socioeconômico do Centro-Oeste/Norte do País.
Maldita BR-163
BR-163
Para complicar ainda mais o quadro, a varredura anticorrupção está alcançando também os batalhões de engenharia do Exército, que estão plenamente engajados em uma série de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), entre elas a BR-163. Uma reportagem do Correio Braziliense de 25 de julho revela que o Ministério Público Militar ofereceu denúncia contra um grupo criminoso que atuava dentro da interface militar-civil das operações do PAC, envolvendo o Instituto Militar de Engenharia (IME), o Departamento de Engenharia e Construção do Exército e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O grupo, integrado por seis oficiais militares e nove civis, foi acusado do desvio de recursos públicos no montante de R$ 11 milhões, referente a licitações realizadas pelo IME para convênios com o DNIT, em 2004 e 2005.
Nesse contexto, não será surpresa se surgirem críticas e pressões para o afastamento ou diminuição da participação dos militares em tais empreendimentos.
Informações do DNIT

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