A ex-governadora Ana Júlia Carepa (PT), o maior desastre político que o
Pará já teve, foi condenada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pelo
repasse de recursos a prefeituras na campanha do ano passado, quando
tentava a reeleição. Segundo o Ministério Público, a decisão pode tornar
Ana Júlia Carepa "ficha suja" e deixá-la inelegível por oito anos.
Afinal, trata-se de uma condenação por órgão colegiado, como determina o
texto da lei que redefine condições para registro de candidaturas. Sete
juízes decidiram condenar a ex-governadora e seu vice, Anivaldo Vale, a
pagar multa de R$ 100 mil. Para o TRE, ela cometeu abuso de poder
político e econômico ao assinar convênio de R$ 16 milhões com 17
prefeituras, a maioria da base da ex-governadora, em período proibido
pela legislação.
Por outro lado, Ana Júlia Carepa usou a sua condição de governadora para perseguir os órgãos de imprensa, pedindo a demissão de profissionais que criticavam a sua administração. Eu, particulamente, estava no rol dos não queridos da ex-governadora, que pediu a minha cabeça junto ao empresário Carlos Santos, diretor geral da Super Rádio Marajoara. Ana Júlia Carepa fez uma administração polêmica e logo no início da sua gestão nomeou a cabeleireira para um cargo público, acusada de contratar a empresa do namorado, fato por mim noticiado na Super Rádio Marajoara.
Além disso, ela não cumpriu as promessas de campanha, como a pacificação dos conflitos de terra. Tentou a reeleição e foi derrotada por Simão Jatene (PSDB), que voltou com todas a força para governar o estado do Pará.
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