O "mundo", o "submundo" e a Lei ou Desconfie das respostas fáceis para problemas complexos.
Em todas as esferas da vida existe o "mundo" e o "submundo". É assim no jornalismo, no esporte, na medicina, nas artes, na vida, enfim.
O "mundo" é a estrutura aparente e plenamente codificada e decodificável por todos nós. Estabelece-se a partir das regras majoritárias ditadas pelo estágio evolutivo de cada sociedade e muda de acordo com os interesses deste coletivo.
Já o "submundo" é o esgoto daquela estrutura, sua fossa sanitária. Ali, as regras tão claras no "mundo", são submetidas a tantas distorções que ao final restam subvertidas, corrompidas, vilipendiadas.
No "mundo" vivem os cidadãos. No "submundo", a marginália.
Vez por outra, interesses no "submundo" colidem. O resultado é uma erupção que obriga o "mundo" a buscar alternativas capazes de conter o fedor.
A crise da vez, no Brasil, é ditada pelo relacionamento espúrio entre agentes públicos e privados visando lesar o patrimônio público, dito isto em português, corrupção da grossa.
Nestas "crises" - que no Brasil, desde o fim do Regime Militar, amiúdam-se com espantosa frequencia - alguns tentam, de boa-fé ou para capturar microfones e produzir manchetes sensacionais, apresentar "soluções rápidas".
Infelizmente, quando o assunto é combate à corrupção, não existe via rápida. Na verdade, não existe sequer a menor chance de erradicá-la.
