Gosto do carnaval (sou bom sujeito e bom do pé), mas não concordo que o Governo
gaste com ele. Há algumas cidades pelo Brasil em que prefeitos e
governadores decidiram investir o dinheiro do carnaval em necessidades
mais urgentes e estão certíssimos. Carnaval é um negócio e como tal deve
ser bancado por quem dele se beneficia e lucra. Quanto ao governo, este
deve investir na infraestrutura da cidade ( no caso de Santarém, a infraestrutura está um caos total), oferecer segurança, fazer
campanhas de turismo e desenvolver ações de prevenção como distribuição
de preservativos e campanhas de trânsito para tentar reduzir a
quantidade de acidentes nesse período, entre outras ações importantes.
Esse negócio de governo repassar dinheiro para blocos, escolas de samba é
um enredo que já deveria estar na dispersão há muito tempo.
Os organizadores do carnaval devem pensar de forma
profissional, firmar acordos com empresas durante o ano, desenvolver
ações que os libertem do poder público para realizar o seu negócio.
Ganhariam muito mais e fortaleceriam o seu empreendimento, gerando
renda, emprego. É verdade que pra isso é preciso de um pouco de
trabalho, sambar de um lado pro outro pra viabilizar fantasias,
instrumentos, ou seja, tem que colocar a mão na massa mesmo, e aí é
sempre bem mais fácil estender a mão pra receber os recursos públicos e
botar a máscara de defensor da “cultura popular”. Assim até eu faço carnaval e faço o cavaquinho chora de alegria!
Quando se fala de carnaval como “cultura
popular”, o ronco da cuíuca é mais embaixo. Os melhores carnavais é o povo quem
faz! E o Pará está cheio de manifestações populares onde corre solta a
criatividade pra não deixar o carnaval passar em branco e nem precisa de
dinheiro pra isso. pena que tem gente que faz disso um comércio e fica sentado o ano inteiro esperando o repasse do poder público para entrar em ação e fazer a festa. Sua em particular... Depois volta a deitar e aguardar o novo carnaval.