sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Apagões podem ir até 2016. É mole!

Deputado Nélio Aguiar participou de reunião com diretores da Celpa, na Alepa

Deputado Nélio Aguiar
Deputado Nélio Aguiar
O Linhão de Tramoeste, que abastece com energia elétrica, os municípios do Oeste do Pará não suporta mais transmitir os 230 KV necessários para abastecer a região. A informação foi dada pelo diretor financeiro da Rede Celpa, Mauro Chaves, nesta quinta-feira, 19, durante reunião na Comissão de  Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa). A reunião, solicitada pelo deputado Nélio Aguiar (DEM), que deveria tomar ares de acareação não contou com a presença de representante das Centrais Elétricas do Norte (Eletronorte), que não enviou representante. “É um absurdo que a empresa não se digne a mandar alguém aqui na Casa do Povo para, pelo menos dar suas explicações para um problema que está prejudicando milhares de pessoas”, protestou Nélio Aguiar.
Segundo Mauro Chaves, o problema dos constantes apagões no Oeste não está associado à geração de energia firme, mas à transmissão. “O linhão de Tramoeste foi construído na década de 80 e desde 2011 começou a apresentar problemas na linha de transmissão para o Oeste. O problema foi agravado desde o ano passado com o início das obras da hidrelétrica de Belo Monte em Altamira, que demanda grande quantidade de energia”, explicou.
Mauro disse, ainda, que a Rede Celpa já havia alertado a Eletronorte sobre o problema em 2011, mas que a empresa respondeu de forma negativa para o investimento necessário as obras de reforço no linhão do Tramoeste. Ele apresentou documentos comprovando a resposta negativa da Eletronorte. “No entanto, somente agora com o agravamento do problema é que o Governo Federal decidiu pelo início do leilão para as obras”, disse.
O leilão deve ser aberto nos próximos dias, no entanto, depois de iniciadas as obras só devem ficar prontas em 2016.
O diretor da Rede Celpa disse, ainda, que uma medida paliativa deve ser tomada até o final do ano com a construção de uma termoelétrica na região. “No entanto, a instalação das máquinas dura em média 12 meses. A solução seria a Eletonorte tentar encontrar uma usina montada em outra Estado que tenha interesse em vendê-la”, sugeriu.
DEPUTADO COBRA SOLUÇÃO IMEDIATA: Nélio Aguiar foi enfático ao dizer que a população do Oeste não vai aceitar esperar até 2016 por uma solução definitiva. “O problema é muito sério. Só para se ter uma idéia, na última segunda-feira ocorreram oito picos de energia em Santarém. A população não agüenta mais, inclusive a questão já está no Ministério Público. A minha sugestão é que enviemos um relatório desta reunião para subsidiar a justiça de Santarém”, disse o Deputado.
Nélio Aguiar sugeriu, ainda, que a Comissão a Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Alepa vá até Brasília cobrar diretamente do Ministério das Minas e Energia agilidade na solução do problema.
Uma informação que chamou bastante a atenção dos participantes da reunião é que o estado do Amazonas consome 530 KV da energia de Tucuruí, praticamente o dobro do volume que alimenta o Oeste do Pará, sem nenhum problema na linha de transmissão.
Fonte:  Kátia Aguiar