A “oposição” está apoiando as reivindicações da tropa da PM
rebelada. Mas há que se ter cautela nesta hora para, apoiando o
movimento grevista, não se indispor com um segmento importante nas
próximas eleições.
É que as “classes médias” da Grande Belém não gostam de greve ou
ruas e rodovias fechadas, que complicam mais ainda o trânsito que
normalmente já não é bem organizado na capital, perturbando o
deslocamento das pessoas.
E também não se identificam, apoiam ou aceitam as reivindicações
salariais de servidores civis e militares. Ao contrário, o “homem médio”
reage a aumentos dados ao setor público, pela percepção de que a
sociedade não é bem servida pelo “guverno” e não obtém retorno
satisfatório pelos impostos que paga.
Portanto, não se justificaria dar “aumento” aos funcionários, que
resultaria na falta de recursos para outras áreas do atendimento a
população.
Assim é que lhes parece. Embora não concorde, esta é a realidade dos fatos e em ano de eleição o que vale é voto.
Assim é que lhes parece. Embora não concorde, esta é a realidade dos fatos e em ano de eleição o que vale é voto.