Blitz e caminhada marcam Dia 'D' de enfrentamento ao abuso e a exploração sexual infantil


Quatro blitz simultâneas em quatro locais diferentes da cidade e uma caminhada na Vila balneária de Alter do Chão marcaram o Dia 'D' de enfrentamento ao abuso e a exploração sexual infantil, em Santarém. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtras) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), levou esclarecimentos sobre a Campanha Nacional.
Os condutores de veículos receberam folders e adesivos com orientações para a proteção de crianças e adolescentes e o incentivo ao disque Denúncia dos Direitos Humanos, o Disque 100. A mobilização contou com a participação de servidores da Semtras, da Secretaria Municipal de Educação (Semed), acadêmicos, estudantes da escola Municipal General Ludwig, Polícia Rodoviária Federal, Militar, Conselho Tutelar, Secretaria de Mobilidade e Trânsito (SMT), Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdca), apoio da Cargill e do Banco da Amazônia (Basa).
A mobilização nacional teve início há exatos 45 anos, coincidentemente em uma sexta-feira, quando a menina símbolo da campanha desapareceu de sua casa. Aos 8 anos, Araceli Cabrera Crespo foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada no Espírito Santo. O fato instituiu o Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual Contra Crianças.
A secretária municipal de Trabalho e Assistência Social, Celsa Brito, agradeceu a dedicação de todos em levar a mensagem do enfrentamento ao abuso e a exploração aos condutores que aceitaram as abordagens, reforçando que os cuidados sejam redobrados, que a atenção por parte dos pais, familiares amigos seja mais presente. “Deve haver uma vigilância, quem está perto dessa criança e adolescente, sobretudo na primeira suspeita de abuso, que seja feita a denúncia no disque 100, ou por meio da rede de proteção, em algum dos 8 (oito) Centros de Referência de Assistência Social (Cras) na cidade e em Alter do Chão, Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), os três Conselhos Tutelar, Comdca, acionando a Rede de Proteção, a população, os vizinhos, ao menor sinal que seja não pode haver a omissão, nós devemos levar adiante essa campanha".
A campanha não encerra com o dia “D”, ela prossegue até o fim do mês, com palestras e rodas de conversas nos (Cras), escolas, debatendo e esclarecendo o que é violência sexual, o que é considerado abuso e exploração sexual, como identificar, como prevenir e as formas de denuncias.
“Ainda são considerados poucos os números denunciados no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), dos casos delatados 63% estão na faixa etária de 11 a 14 anos; 76% as vítimas são meninas, os agressores são 35% Vizinho/Amigo e 27% pelos padrastos. Nós sabemos que a população pode ajudar para que muitos casos não continuem no anonimato, que a vida dessas crianças e adolescentes que foram expostas a esse tipo de violência possa receber o acompanhamento adequado evitando os suicídios, as automutilações, os variados problemas que a vítima pode levar para a vida adulta. Faça Parte, denuncie, disque 100 e proteja nossas crianças e adolescentes”, destacou a coordenadora do Creas, Islaine Daniele Pimentel. 
Dados do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) 
Faixa etária (vítimas):63% - 11 a 14
19% - 07 a 10
16% - 03 a 06
3% - 15 a 18
Sexo (vítimas):
24% - meninos
76% - meninas
Agressor:
35% - vizinho/Amigo
27% - padrasto
15% - primo
11% - pai
4% - tio
4% - mãe
4% - avô
Tipo de violência:
92% - abuso
8% - exploração

Sobre a Campanha Faça Bonito
A campanha tem como símbolo uma flor, como uma lembrança dos desenhos da primeira infância, além de associar a fragilidade de uma flor com a de uma criança. O desenho também tem como objetivo proporcionar maior proximidade e identificação junto à sociedade, proximidade e identificação com a causa. Esse símbolo surge durante a mobilização do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes de 2009. Porém, o que era para ser apenas uma campanha se tornou o símbolo da causa, a partir de 2010. Para alcançar esse objetivo, é necessário que a sociedade em geral Faça Bonito na proteção de nossas crianças e adolescentes.
Geisa de Oliveira Agência Santarém