sexta-feira, 24 de abril de 2026

A VERDADE SOBRE A SITUAÇÃO DA UNIMED OESTE DO PARÁ, SOB O FOCO DA AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR (ANS)

 

Para conhecimento de todos, principalmente dos usuários da cooperativa (Unimed), transcrevo abaixo a situação e as providências que a ANS tomou com relação à Unimed Oeste do Pará — atualmente, e há vários mandatos anteriores, presidida pelo mesmo médico, Alberto Mariano Gusmão Tolentino.

A agência reguladora, com fundamento na Resolução nº 21/2022 e na Lei nº 9.656/1998, com as alterações posteriores, assim decidiu: (…) “considerando as anormalidades econômico-financeiras e administrativas graves, que colocam em risco a continuidade do atendimento à saúde, de acordo com os elementos constantes do processo administrativo nº 33910.047515/2025-26, adotou a seguinte resolução (…)”:

  • Obrigatoriedade da Unimed vender, no prazo de 30 dias, toda a sua carteira de beneficiários (usuários e pagadores de planos de saúde);
  • Deverá suspender a comercialização de planos ou produtos que opera.

Para um bom entendedor, isso é um xeque-mate na Unimed e resulta de um processo administrativo instaurado na Agência Nacional de Saúde Suplementar, que destaca, em sua decisão, as seguintes expressões: “anormalidades econômico-financeiras e administrativas graves”.

Logo, a condução da cooperativa está em situação de encerramento de suas atividades (salvo suspensão pela ANS, o que é difícil). Sem novos planos e com a venda das carteiras de beneficiários, o resultado não será nada alvissareiro, pois perdem os beneficiários dos serviços médicos, que já não atendem às necessidades, exatamente pela situação econômico-financeira, sendo necessário recorrer à Justiça para fazer valer os direitos de um plano que se paga muito caro mensalmente.

Por isso é que a Unimed adia atendimentos, atrasa pagamentos dos médicos cooperados, encerra certas especialidades médicas e limita o número de exames que os laboratórios podem fazer no mês.

Tudo o que estou dizendo aqui tenho provas comigo, e em processo na Justiça. Não adianta a cooperativa querer calar os críticos — imprensa falada e escrita e redes sociais —, porque, logo, logo, a resposta virá. Tanto que o Ministério Público apura, em inquérito civil, a responsabilidade daquele que tem nas mãos o destino da Unimed Oeste do Pará.

Em suma, estamos em maus lençóis!

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