sexta-feira, 17 de abril de 2026

VOTO DE CABRESTO NO ZAP? ( BOCÃO)

A Coluna tem recebido relatos de vários municípios da região. Coordenadores e assessores de alto escalão estão criando grupos de WhatsApp “só para convidados” (leia-se: ocupantes de cargos comissionados).

A regra é simples: o “chefe” postou? Todo mundo tem que curtir, comentar “lindo trabalho” e, o principal, compartilhar nos seus próprios perfis. O Bocão pergunta: o servidor foi contratado para servir ao público ou para ser animador de torcida de político em rede social?

“Não pense que é sugestão, não! Tem gente lá dentro encarregada de fazer o “checklist” de quem interagiu. Quem não dá o like ou não reposta o vídeo da inauguração da calçada ganha uma marcação no nome”, diz um dos relatos, que acrescenta: “o medo de perder o cargo está fazendo muito pai de família virar robô de curtida contra a própria vontade”.

Assédio é Crime, Viu? O Bocão lembra aos “coronéis digitais” que assédio moral e eleitoral deixa rastro e dá processo. Usar a estrutura pública e o tempo do servidor para inflar ego de candidato é um tiro no pé.

O eleitor não é bobo: ele vê 500 comentários elogiosos e sabe que 490 vieram do mesmo andar do prédio da prefeitura. Curtida obrigatória não é voto garantido. No dia da eleição, o dedo que aperta o “coração” no Instagram por medo é o mesmo que aperta o “confirma” na urna por revolta. Deixem os servidores trabalharem em paz!

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