
Segundo especialistas, o primeiro objetivo dessas ligações é o mapeamento. Softwares automatizados disparam milhares de chamadas simultâneas. Quando você atende e diz “Alô”, o sistema confirma que aquela linha pertence a uma pessoa real e que ela costuma atender o telefone em determinados horários.
Assim, sua linha entra em uma “lista premium” de alvos confirmados, que é vendida entre quadrilhas de golpistas. A partir daí, começam as tentativas reais de golpes, como o do “falso sequestro”, “falso funcionário de banco” ou “problemas no PIX”.
Clonagem de voz por IA
Com o avanço da Inteligência Artificial, o perigo evoluiu. Hoje, bastam poucos segundos de áudio da sua voz para que softwares de deepfake de áudio consigam clonar seu timbre, entonação e sotaque.
Ao atender e falar frases simples como “Alô, quem fala?” ou “Estou ouvindo”, o criminoso pode gravar sua amostra de voz. Posteriormente, eles usam essa voz sintética para ligar para seus familiares (pai, mãe, filhos) simulando um pedido de socorro ou transferência de dinheiro. Como a voz é idêntica a sua, a chance de o familiar cair no golpe é altíssima.
Como se proteger?
O silêncio é a melhor resposta: Se atender uma ligação de número desconhecido e houver silêncio, não fale nada. Espere dois segundos e desligue. Se for importante, a pessoa ligará novamente ou mandará mensagem.
Filtros de spam: ative no seu smartphone (Android ou iOS) a função de “Silenciar Números Desconhecidos” ou use aplicativos para identificar chamadas suspeitas.
Senha de emergência: combine com sua família uma “palavra-passe” para casos de emergência. Se alguém ligar com a sua voz pedindo dinheiro, o familiar deve pedir a palavra secreta. Se não souber, é golpe.
O Impacto / blogdocolares
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