quarta-feira, 21 de julho de 2010

Festival das Tribos Indígenas vai agitar Juruti

No Tribódromo, grande arena construída especialmente para a disputa de cores e ritmos, no formato de uma canoa, as tribos Mundurukus e Muirapinima vão mostrar as crenças e lendas da Amazônia, em apresentações com cantos, danças e alegorias. A cidade vive um clima de euforia. As cores das tribos Mundurukus (vermelho e amarelo) e Muirapinima (vermelho e azul) tomam conta das ruas, das fachadas das casas e até das roupas e acessórios. Cerca de 30 mil pessoas são esperadas para os próximos dias 29,30 e 31 de julho.Os preparativos para o Festribal e os ensaios das tribos estão intensos. Todas as noites, a partir das 20 horas, a população local e os visitantes se dividem entre acompanhar as coreografias e aprender os cantos da tribo Mundurukus, no Universo Mundurukus, e da tribo Muirapinima, no Barracão Muirá. As tribos têm torcidas organizadas e a 'galera', como são chamadas as torcidas, contam na pontuação da disputa. O torcedor de uma tribo deve respeitar a apresentação da tribo concorrente, ficando praticamente imóvel, como acontece em Parintins.
História - A disputa das tribos não é de hoje. O Festribal nasceu dentro do Festival Folclórico de Juruti, que apresentava cordões de pássaros, quadrilhas, bumba-meu-boi e carimbó.  Consta na história do surgimento do Festribal que em 1993 foi criada uma dança com coreografia indígena denominada 'Tribo Mundurukus'. Na época, como não havia essa categoria no festival folclórico, em 1994 foi criado outro grupo denominado 'Tribo Muirapinima' para concorrer com os Mundurukus. Muirapinima é o nome de uma árvore cuja madeira de lei era utilizada para fabricação de móveis no período colonial. A primeira disputa entre as tribos Muirapinima e Mundurukus ocorreu em 1995.A estrutura do Festribal cresce a cada ano. De acordo com informações de pessoas que acompanham a evolução do Festribal, antes se trabalhava com recursos mínimos e muito improviso. Hoje a dimensão é muito maior, em função do patrocínio de algumas instituições públicas e particulares, sendo que no atual contexto, a Prefeitura de Juruti é a maior patrocinadora do evento.Além de apoio e patrocínio, ainda prevalece a vontade e a criatividade da população em realizar o Festribal. 'O povo jurutiense transpira Festribal em julho. Para se ter uma idéia, as moças andam pelas ruas com braços para cima e para baixo, treinando as coreografias', contam os historiadores.
Outra forma de as tribos arrecadarem dinheiro para confeccionarem as indumentárias e alegorias – vale destacar que a maioria dos integrantes das tribos faz trabalho voluntário – é a realização de festas e até durantes os ensaios. Todo  ano as duas tribos lançam CDs com as canções do espetáculo, também patrocinados pela Prefeitura Municipal (30 mil para cada tribo) que são vendidos para ajudar nas despesas. “Estamos progredindo de acordo com o desenvolvimento do município e também graças à disponibilidade das pessoas, que trabalham por amor. Juruti sempre foi um berço da cultura e de festas. O povo local é muito festeiro e nós temos a obrigação de manter vida essa tradição”, disse o prefeito da cidade Henrique Costa, que lembra que foi durante sua administração que o Festribal passou a ser considerado Patrimônio Cultural do Pará.
Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Juruti

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