Bom, no Cachoeierí esse negócio de terra caída é parte da vida dos caboclos de lá, aliás o curumim caxiruára já cresce sabendo que a terra que ele está pisando o Amazonas vai levar um dia
Nelson Vinencci é músico e compositor amazônico e escreve regularmente no Espalha Brasa
Quem nasce no Cachoeirí margem direita do Rio Amazonas, comunidade do município de Oriximiná era apelidado de Caxiruára. Interior bom de verdura, o tomate e o cheiro-verde do Cachoeirí são viçosos, limpo de químicas agrícolas, 100% natural.
Na beira do barranco a correnteza é afoita, o rio Amazonas, para quem navega subindo as águas, fica parecendo descer uma ladeira bem inclinada no rumo do rio Trombetas, que quando se encontra com o Amazonas, já vem em companhia do rio Nhamundá, que trás de frente da terra natal deste caboclo escrivinhador, a Princesa do Trombetas.
Bom, no Cachoeierí esse negócio de terra caída é parte da vida dos caboclos de lá, aliás o curumim caxiruára já cresce sabendo que a terra que ele está pisando o Amazonas vai levar um dia, é só questão de tempo, então o que ele tem que fazer? Rezar para o rio-mar demorar para levar a sua horta, ou sua casa.
Os caboclos do Cahoeirí são loiros de olhos azuis, as fêmeas são vistosas, descendentes de holandeses, apesar de falarem; ‘tordia, nós fomo, exizinho, té leso e outras coisas do linguajar impar tipicamente caxiruára’, o povo do Cachoeirí não parece com os gitinhos e entanguidos de Oriximiná, são altos e pávulos. Leia mais...

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