Abril vermelho de vergonha - prédios públicos e propriedades privadas invadidos por "militantes profissionais". Até quando?
Em grande medida é porque não vejo distinção óbvia entre petistas e demo-tucanos. Os vejo como a mesma face da mesma moeda, para mudar o aforismo tão batido.
Em outra vertente, Dilma é mulher e, chamem-me de machista, mas tenho a tendência de tratar as fêmeas da espécie com maior condescendência.
Mas, é revoltante que Dilma, que gosta de falar grosso com Obama, Merkel e que tais; que se pretende uma "gerentona"; que dá pitos impublicáveis em seus ministros; que anda a cobrar "resultados" de seus assessores, permita que o dinheiro público financie, pasmem, atos de invasão e vandalismo protagonizados por um "movimento" que, mesmo sem ter CNPJ ou existência legal reconhecida, é irrigado com recursos públicos dos quais não se ouve falar que deles tenha sido prestadas as devidas contas. Praticam esses atos diante da complacência das autoridades, como se vê no prédio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em Brasília. O MST, movimento que, em seus cursos de formação de "militantes profissionais", ensina que deve-se lutar "pela extinção do Estado burguês", recebe através de fundações e das famigeradas ongs dinheiro a rodo.
Como é possível que um Estado financie atividades que visam sua extinção, eis um daqueles paradoxos que apenas o submundo da política é capaz de produzir!
Dois anos atrás ensaiou-se promover uma devassa nas contas dessas entidades, biombos que financiam a doce ilusão "revolucionária" adolescente contida na cabeça oca dos dirigentes destas estrovengas. A investigação foi devidamente abortada (de aborto, como se sabe, altos funcionários de Dilma entendem e o defendem muito bem).