Para se pensar, em tempos de "julgamento de mensalão".
Jovem paraense é premiado pela família, e ganha uma viagem de intercâmbio, um ano de estudos no Canadá. Mais exatamente na cidade de North Vancouver.
Ele logo aprende a se deslocar para a escola e todos os arredores, de ônibus.
Anteontem, chegando da escola, apalpou os bolsos. A carteira, onde estava a carteira. Perdeu no ônibus? Esqueceu na escola? Caiu do bolso na rua?
Dentro dela, dois cartões de crédito, modalidade pré-pago, para emergências, e uma graninha, "cash".
Dentro dela, dois cartões de crédito, modalidade pré-pago, para emergências, e uma graninha, "cash".
E agora?
Liga para a mãe e conta a história. A mãe logo se prontifica a bloquear os cartões de crédito, e emitir novos instrumentos de pagamento.
Mas o moço, orientado pela dona da casa onde se hospeda, diz que não.
A senhora informou que naquela cidade existe um setor de "achados e perdidos". Escreveu o endereço, e disse para o rapaz verificar lá, antes de tomar qualquer providência.
A mãe ficou ressabiada (há quanto tempo eu não usava esta expressão...), mas resolveu aguardar.
Pois bem.
Ontem mesmo o seu filho esteve no tal departamento de "Lost and Found" e, surpresa! A carteira, os cartões e toda a "bufunfa" estavam lá, intocados. E retornaram imediatamente ao seu legítimo dono.
"O menino não quer mais voltar para o Brasil", conta a mãe aflita aos amigos e familiares. "E agora? Aqui ele não usava nem o celular na saída de sua casa, para não ser assaltado"...