segunda-feira, 18 de novembro de 2013

PEC DO VOTO ABERTO

SENADOR DO PARÁ JADER BARBALHO ATACA PEC DO VOTO ABERTO

Para ficha suja, transparência é

Barrado pela Lei da Ficha Limpa em 2010 e condenado pela Justiça a devolver R$ 2,2 milhões por apropriação de verbas públicas, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) subiu na tribuna, na tarde de quarta-feira, 13, para fazer um discurso inflamado contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que acaba com o voto secreto para todas as votações no Legislativo, inclusive cassação de mandatos.
O peemedbista, que renunciou ao mandato de senador em 2011 para evitar uma deposição do cargo, afirmou que não vai ao Congresso para "participar de um campeonato de civismo", reforçando a estratégia do PMDB, o principal articulador para a derrubada da PEC no Senado.
Jader Barbalho, no discurso, disse que Demóstenes Torres, José Dirceu e Roberto Jefferson foram cassados pelo voto secreto, e que ele tem delegação do eleitor, pelo voto secreto, para defender os "interesses dos paraenses": "Não vim aqui para participar de um campeonato de civismo! Ninguém vai me desafiar para uma disputa de coragem cívica.
Eu não aceito! Não podemos passar um atestado de menoridade política", disse, sem citar o nome de Antônio Carlos Magalhães, lembrando que já provou sua coragem política, ao brigar com um dos políticos mais poderosos do país.
Barbalho ainda acusou a presidente Dilma Rousseff de ter tirado o ex-líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR) do cargo, depois da derrubada da indicação de Bernardo Figueiredo para a ANP, em voto secreto no Senado. Com o voto aberto, disse, as retaliações à base serão ainda maiores e os deputados e senadores precisam de independência para votar os vetos presidenciais.
"Como o Papa é escolhido? Por voto aberto ou voto secreto? Secreto. E os cardeais que têm influência divina? Quando termina, ainda fazem a incineração dos votos", tentou justificar o peemedebista. No ano passado, Jader Barbalho usou outros argumentos similares para argumentar seu ponto de vista. "Até em desfile das escolas de samba, o julgador avalia secretamente a melhor escola, para evitar pressões das torcidas. Por que, então, o parlamentar não pode votar secretamente?", escreveu em seu blog, no dia 24 de junho de 2012.