Por José Olivar de Azevedo
É isto que se confirma atualmente na zona urbana da cidade, especialmente depois que nossas avenidas e a BR-163 foram invadidas por essas carretas de transporte de soja que, no afã de cumprir seus contratos ou mesmo por irresponsabilidade de quem as conduz — e, por último, pela ingestão de medicamentos que alteram as funções motoras e psicológicas de certos motoristas desses chamados bitrens —, transitam com suas cargas ou mesmo de retorno.
Com efeito, senhores leitores, antes desta leva de caminhões transitando por aqui, não víamos tantos acidentes e tantas mortes decorrentes dessa enxurrada de carretas escoando a soja, mas trazendo mortes, muitas delas por pura imprudência dos motoristas — a maioria — ou até mesmo por imperícia ou negligência, tanto por parte desses transportadores como também de muitos que dirigem motos ou automóveis e são cercados por monstros em alta velocidade, muitos de forma altamente irresponsável, cujos resultados impactam nossas estatísticas.
Já vimos carretas abalroando de frente outro veículo; carretas saindo da pista de rolamento e matando quem caminha ou conduz veículo no sentido contrário. Vimos também pessoas em motos ou automóveis sendo prensadas entre duas ou mais carretas na pista; enfim, todo tipo de acidente, dos menos impactantes aos mais dramáticos.
O que pode ser feito em atos de contenção de tantos acidentes escabrosos que pululam em nosso município? As medidas a serem implementadas existem, mas dependem do gestor municipal e da boa vontade daqueles que formam o conjunto de autoridades no comando dos atos de gestão da municipalidade.
Daí ser possível o alcance de tais medidas, desde que haja disposição para tanto. Vejamos o que é possível, a título de meta e sugestão: instalar, na BR-163, câmeras de controle de velocidade; colocar semáforos nas rotatórias, controlando o fluxo de veículos; aumentar a fiscalização do trânsito no perímetro urbano, mais acentuadamente no circuito Santarém–Cuiabá; intensificar a fiscalização das carretas que circulam na área de jurisdição da PRF, para flagrar inabilitação de alguns e eventual uso de drogas por outros.
Atualmente, nada disso ocorre, mas as mortes pelas carretas da morte ocorrem — e muitas. Será que ninguém vai fazer nada? Senhor prefeito, senhor governador, DNIT, agentes de trânsito, unam-se em prol da vida. Não deixem que as omissões matem mais pessoas!
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