Santarém viveu, nos últimos anos, uma das mais significativas transformações urbanas de sua história. A entrega da nova orla da cidade, em junho de 2022, não foi apenas a conclusão de uma obra de engenharia, foi a materialização de uma visão estratégica de futuro, construída a partir de articulação política, planejamento e compromisso com a população.
Iniciada em 2017, a obra só se tornou possível graças à articulação direta do então prefeito Nélio Aguiar junto ao Governo Federal, ainda quando o então governador Helder Barbalho estava à frente do Ministério da Integração Nacional. Esse diálogo institucional garantiu mais de R$ 70 milhões para tirar do papel um projeto que, por décadas, foi considerado necessário, principalmente a partir de 2019.
O resultado é uma estrutura robusta e moderna, com 1.640 metros de extensão, seis píeres para atracação de embarcações, muro de contenção, casas de bombas e rampa de acesso ao rio Tapajós. Mais do que isso, a urbanização do espaço trouxe ciclofaixa, iluminação em LED, quiosques, áreas de convivência e paisagismo — elementos que elevaram o padrão urbano da cidade e valorizaram um dos seus maiores patrimônios: a orla fluvial.
Mas o impacto da obra vai muito além da estética. Um dos maiores testes da nova estrutura ocorreu ainda em 2022, quando o nível do rio Tapajós superou, por semanas, as marcas históricas da cheia de 2009, episódio que havia deixado a Avenida Tapajós submersa, causando prejuízos severos à população e ao comércio local. Desta vez, o cenário foi diferente. A nova orla cumpriu seu papel: protegeu a cidade, evitou alagamentos e garantiu segurança para moradores e empreendedores.
Esse resultado concreto reforça um ponto essencial: a obra não foi apenas um investimento em infraestrutura, mas uma solução definitiva para um problema histórico.
Além da proteção, a nova orla reorganizou a dinâmica urbana e econômica da cidade. A atracação de embarcações passou a ser mais ordenada, facilitando o fluxo de passageiros, especialmente das comunidades ribeirinhas, e melhorando a mobilidade. Ao mesmo tempo, o espaço se consolidou como um novo polo de lazer, turismo e geração de renda, ampliando oportunidades para pequenos empreendedores e fortalecendo a economia local.
A parceria com o Governo do Estado também foi determinante na fase de urbanização, com novos investimentos que permitiram a conclusão de um projeto completo, pensado não apenas para hoje, mas para as próximas décadas.
“Ao revisitar essa conquista, fica evidente que ela representa mais do que uma entrega administrativa: simboliza um modelo de gestão baseado em articulação, capacidade de execução e foco em resultados que impactam diretamente a vida das pessoas”, afirma Nélio Aguiar.
“É esse histórico que projeta novos caminhos. A experiência acumulada, aliada à capacidade comprovada de transformar projetos em realidade, aponta para um potencial ainda maior de atuação em outras esferas”, acrescenta Nélio.
A nova orla é, portanto, mais do que uma obra concluída. É um marco. Um exemplo concreto de que, com planejamento e compromisso, é possível mudar realidades e construir um futuro melhor.

Nenhum comentário:
Postar um comentário