Belém é a segunda pior capital do Brasil em desenvolvimento

A decadência econômica e social do Estado do Pará nunca esteve tão evidente. Em mais uma avaliação dos principais vetores que revelam o índice de desenvolvimento de um ente federativo, o Pará mergulha no ranking dos piores do Brasil. Ao contrário da Bahia e Piauí, que ao longo dos últimos anos conseguiram contribuir para retirar municípios que detinham o título de menos desenvolvidos, o Pará, juntamente com o Amazonas, afundaram no poço das desigualdades, incluindo mais cidades no ranking de menos desenvolvidas.
Entre os municípios paraenses, mais 14 foram colocados na triste lista negativa em quesitos como educação, saúde e geração de emprego e renda. Levantamento feito com bases em dados de 2016 pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) apontou que o alto desenvolvimento socioeconômico é realidade de poucas cidades paraenses. O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) mostra, por exemplo, que Belém é a segunda pior capital do Brasil em desenvolvimento municipal, ficando à frente apenas de Macapá, capital do Amapá.
Para se ter uma ideia do que isso significa, quando comparada com os índices que mediram os mesmos vetores em 2015 (educação, saúde, geração de emprego e renda) entre capitais, Teresina, no Piauí, conseguiu avançar de forma expressiva em termos econômicos e sociais. A capital do Piauí, única do Nordeste entre as 10 mais desenvolvidas, pulou de 12ª para a 4ª colocação.
A única capital representante da região Norte na lista das mais bem posicionadas é Palmas. Cuiabá também está entre as capitais que mais subiram posições na comparação com o levantamento anterior. A capital mato-grossense foi de 9ª para a 5ª posição.
Enquanto isso, na parte de baixo da lista de desenvolvimento das capitais aparecem Macapá (0,6446), seguida de Belém e Maceió, empatadas com 0,6918, índice considerado regular. Pontuação semelhante obtiveram Manaus, Porto Velho e Aracaju.
Ao analisar os 500 municípios menos desenvolvidos de acordo com o IFDM, a maioria deles (96%) continua sendo das regiões Norte e Nordeste. O ranking não variou desde 2006. A Bahia é o estado com o maior percentual (34%) de municípios entre os 500 menos desenvolvidos, seguidos pelo Maranhão (20%) e Pará (13%).
Esta edição do índice Firjan avaliou o desenvolvimento socioeconômico de 138 municípios paraenses (nos oito não analisados faltaram dados suficientes para a avaliação). Quase metade dos municípios investigados (48,6%, totalizando 67 cidades) estão entre os 500 mais mal avaliados do país, dentre eles 11 entre os 100 piores.
Na comparação com 2015, sete cidades evoluíram, como Parauapebas, Castanhal, Paragominas, Barcarena e Redenção se distinguindo pelo avanço concomitante nas três áreas de desenvolvimento: educação, saúde e geração de emprego e renda. Na direção contrária, Vitória do Xingu, Belém e Canaã dos Carajás sofreram declínio no índice geral devido à piora na situação do mercado de trabalho.
Os 10 menores índices de desenvolvimento municipal avaliados pela Firjan no Estado, aparecem entre os 100 piores resultados do país, sendo que Porto de Moz está entre os 10 piores índices do Brasil. Porto de Moz apresenta baixo desenvolvimento nos três quesitos analisados.
Fonte: Dol